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Bolsonaro reage e chama "canalha" a Lula
Mundo 09.11.2019

Bolsonaro reage e chama "canalha" a Lula

Bolsonaro reage e chama "canalha" a Lula

Foto: AFP
Mundo 09.11.2019

Bolsonaro reage e chama "canalha" a Lula

O ministro da Justiça do atual governo Brasileiro, Sergio Moro, lamentou a decisão do Supremo Tribunal Federal.
Apoiantes de Sergio Moro protestam contra a libertação de Lula no Rio de Janeiro.
Apoiantes de Sergio Moro protestam contra a libertação de Lula no Rio de Janeiro.
Foto: AFP

Na primeira vez que a reagiu à libertação do ex-Presidente Lula, o atual ocupante do Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro, pediu aos seus seguidores que não deem "munição ao canalha", numa referência ao líder do Partido dos Trabalhadores.

Sem nunca citar o nome do seu adversário político, o Presidente do Brasil postou um vídeo em homenagem ao ministro da Justiça, Sergio Moro. O membro do seu governo e ex-juiz foi responsável pela condenação de Lula na primeira instância no caso do tríplex de Guarujá (SP).

Já na sexta-feira, Bolsonaro tinha lembrado que devia a sua eleição a Sergio Moro:  "Se a missão dele não tivesse sido bem cumprida, eu também não estaria aqui".  Recorde-se que antes de ser preso, Lula liderava nas sondagens para as eleições presidenciais que acabou por ganhar Bolsonaro.

Bolsonaro comentou, também, a libertação de Lula no momento que nesta tarde de sábado abandonava o Palácio presidencial para ir a um churrasco num clube de Brasília:   "A grande maioria do povo brasileiro é honesta, trabalhadora, e nós não vamos dar espaço nem contemporizar com um presidiário. Ele está solto, mas continua com todos os crimes dele nas costas", garantiu Bolsonaro.

Apoiantes de Lula junto à sede do Sindicato dos Metalúrgicos
Apoiantes de Lula junto à sede do Sindicato dos Metalúrgicos
Foto: AFP

Lula e o regresso às origens

Por sua vez, Lula foi recebido por milhares de apoiantes junto à sede do Sindicato dos Metalúgicos, em São Bernardo do Campo, no ABC de São Paulo, onde Lula apareceu pela primeira vez publicamente durante a ditadura militar a dirigir as greves dos trabalhadores. 

Foi também nesse local que Lula se despediu dos apoiantes antes de recolher à prisão de onde saiu ontem, depois da deliberação do Supremo Tribunal Federal que considerou anti-constitucional a prisão sem esgotar todos os recursos e antes de finalizado o trânsito em julgado. 




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