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Bolsonaro é operado de urgência depois de ataque à facada

Bolsonaro é operado de urgência depois de ataque à facada

Foto: AFP
Mundo 3 min. 07.09.2018

Bolsonaro é operado de urgência depois de ataque à facada

"Ele fez a cirurgia, que foi bem-sucedida e está a ir bem”, disse à Reuters por telefone o general Hamilton Mourão, candidato à vice-presidência da República junto com Bolsonaro. “Mas o seu estado continua a ser delicado". Todos os outros candidatos à presidência repudiaram a violência. Até este momento, Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (REDE), Geraldo Alckmin (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) cancelaram suas atividades de campanha.

Toda a família de Bolsonaro está reunida em Santa Casa, em Juiz de Fora. Os últimos a chegar foram o deputado federal Eduardo Bolsonaro e, logo depois, a esposa e o filho mais novo do candidato. Também estão presentes alguns políticos, como o senador Magno Malta. "Quero ver o que os direitos humanos vão falar agora. Porque eles protegem bandido e criminoso", disse ao chegar, por volta de 23h. "Esse cara [que atacou o candidato] não é um maluco, não é uma vítima da sociedade. É um ativista político. Amanhã é dia da independência, é como se tivessem dado uma facada na bandeira", completou. Também está presente o deputado federal Delegado Francischini, do Paraná. Ele disse que a prioridade agora é descobrir se o atentado teve mandantes e evitar que o suspeito seja libertado na audiência, que se realiza hoje, com um juiz.

O ataque da tarde desta quinta-feira foi atribuído pela Polícia Federal a Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos. Foi instaurado inquérito policial. Ainda não há pistas sobre a motivação do crime. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele foi filiado no PSOL de 2007 a 2014 — o partido publicou nota para repudiar a agressão, que "configura um grave atentado à normalidade democrática e ao processo eleitoral". O agressor foi preso em flagrante e levado para a Delegacia da Polícia Federal do município".  A Polícia Federal informou ainda que  Bolsonaro "contava com escolta de policiais federais quando foi atingido por uma faca durante um ato público". 

Segundo o jornal Globo que teve acesso ao relatório da polícia brasileira, o autor do ataque disse à polícia, durante o interrogatório após ser preso, que o crime "foi a mando de Deus".

"Nos afirmou ainda que o motivo do intento se deu por motivos pessoais, os quais não iríamos entender, dizendo também em certos momentos que foi a mando de Deus. As autoridades, entretanto, já fizeram buscas à residência do suspeito, em Montes Claros, no Estado de Minas gerais.

De acordo com relatos da imprensa brasileira, o suspeito já mostrara várias vezes distúrbios mentais. De acordo com um familiar, Adélio Bispo já teria mesmo ameaçado elementos da própria família, que devido a falta de condições financeiras nunca o puderam submeter a tratamentos. São ainda conhecidas várias fotografias do agressor em manifestações contra políticos, nomeadamente uma onde surge ao lado de um cartaz onde se lê que os "políticos são inúteis".

No final da noite de quinta-feira, a diretora Médica e Técnica do hospital, Eunice Dantas, explicou que Bolsonaro chegou ao hospital "em choque e em estado grave, em virtude de um sangramento vultuoso". Ele apresentava uma lesão em uma veia do abdómen, que foi suturada, além de outras três lesões no intestino delgado, que também foram suturadas. A cirurgia para estancar os ferimentos durou cerca de 2h30. Havia, ainda, um ferimento no intestino grosso, que não foi costurada inicialmente por risco de contaminação. No final da noite desta quinta, ele já respirava sem a ajuda de aparelhos, mas permanecia na UTI, em estado grave, ainda que estável. A estimativa do hospital é que ele fique entre uma semana e dez dias internado. Médicos do hospital Sírio Libanês foram até o hospital mineiro para avaliar a viabilidade de ele ser transferido para São Paulo nos próximos dias.

“Ele fez a cirurgia, que foi bem-sucedida e está a ir bem”, disse à Reuters por telefone o general Hamilton Mourão, candidato à vice-presidência da República junto com Bolsonaro. “Mas o seu estado continua a ser delicado".

Todos os outros candidatos à presidência repudiaram a violência. Até este momento, Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (REDE), Geraldo Alckmin (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) cancelaram suas atividades de campanha.





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