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Bolsonaro corta em vacinas em pleno surto de sarampo
Mundo 2 min. 18.09.2019

Bolsonaro corta em vacinas em pleno surto de sarampo

Bolsonaro corta em vacinas em pleno surto de sarampo

Foto: AFP
Mundo 2 min. 18.09.2019

Bolsonaro corta em vacinas em pleno surto de sarampo

Bruno AMARAL DE CARVALHO
Bruno AMARAL DE CARVALHO
O presidente brasileiro está a ser acusado de fazer cortes orçamentais nas vacinas quando disparam os casos de sarampo por todo o país. São já mais de 24 mil casos suspeitos em todo o país só nos últimos três meses.

O ex-ministro brasileiro da Saúde do governo de Dilma Rousseff e atualmente deputado pelo PT, Alexandre Padilha, denunciou no parlamento federal um corte orçamental promovido pelo governo que retira cerca de mil milhões de vacinas do sistema nacional de saúde em pleno surto de sarampo. Acusou ainda Jair Bolsonaro de seguir a linha dos céticos que são contrários às vacinas. Segundo a UOL, o Ministério da Saúde confirmou a falta de vacinas.

“Foi encaminhado pelo presidente Bolsonaro a proposta de orçamento do Ministério da Saúde para o ano de 2020 e o que mais me surpreendeu foi a proposta de redução dos recursos do Programa Nacional de Imunização, o programa nacional de vacinas. O Brasil está vendo a reemergência do sarampo, a falta de vacina pentavalente, a falta de vacina da polio, a destruição do PNI e Bolsonaro reduz os recursos para 2020”, afirmou Alexandre Padilha.

Pelo Twitter, o ex-ministro comparou a decisão de Bolsonaro com as posições de Olavo de Carvalho, conhecido pensador de extrema-direita, que é fundamentalista contra as vacinas. “Parece que Bolsonaro resolveu seguir de vez seu guru Olavo de Carvalho e o fundamentalismo anti-vacina. Tirou quase 1 bilhão das vacinas do SUS. Ignorância de mãos dadas com vidas perdidas”, concluiu.

De acordo com o boletim epidemiológico do Ministério brasileiro da Saúde, 16 estados estão a braços com um surto de sarampo com mais de 24 mil casos suspeitos em todo o país. Só nos últimos três meses, os casos confirmados representam 89% do total em 2019. Até 2016, a doença era considerada erradicada no Brasil mas, a partir de 2018, a acompanhar a tendência mundial, o número de casos disparou e, segundo dados da ONU, o aumento já é de 300%. 

Os especialistas indicam que entre as principais razões se encontra a falta de vacinação. A cidade de São Paulo é um dos principais focos de surto com 97,5% dos casos. Apesar de o município ter investido numa grande campanha para combater a doença, vários especialistas denunciam a falta de vacinas na rede pública nacional nas vésperas de uma outra campanha de multivacinação anunciada pelo governo para outubro. Até ao momento há quatro mortes confirmadas.

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