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Bolsonaro aparece em público pela primeira vez desde as eleições
Mundo 2 min. 26.11.2022
Brasil

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Foto: Tércio TEIXEIRA/AFP
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AFP
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O Presidente brasileiro participou, este sábado, na cerimónia de uma academia militar. Mas, ao contrário do habitual, não discursou.

O Presidente brasileiro Jair Bolsonaro reapareceu após semanas de reclusão e participou numa cerimónia numa academia militar neste sábado, mas permaneceu em silêncio, quase um mês após a sua derrota eleitoral para Lula da Silva, que não reconhece.

No seu primeiro evento oficial desde as eleições de 30 de outubro, Bolsonaro, um antigo capitão do exército, presidiu a uma cerimónia de graduação de oficiais na academia militar "Agulhas Negras", em Resende, estado do Rio de Janeiro.


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Vestido de fato escuro e gravata, com uma expressão de pesar no rosto, Bolsonaro esteve ao lado do Vice-Presidente Hamilton Mourão, e do ministro da Defesa brasileiro Paulo Sérgio Nogueira, ambos generais.

Mas o presidente, que deverá deixar o cargo à meia-noite de 31 de dezembro, dirigiu uma palavra aos cerca de 400 cadetes presentes no quartel militar.

"Permitam-me que comece as minhas declarações agradecendo ao Presidente Bolsonaro pela sua presença, que está a iluminar o evento", disse o comandante do exército Marco António Freire.

Conselheiros têm explicações diferentes para ausências

Desde a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas urnas, Jair Bolsonaro, 67 anos, tem permanecido praticamente fechado na sua residência oficial em Alvorada. A sua agenda é pontuada apenas por uma série de reuniões com ministros e aliados.

As suas contas nas redes sociais, onde sempre foi muito ativo ao longo da sua presidência, permaneceram inativas durante quase um mês.

Três dias após as eleições, o presidente brasileiro reapareceu num vídeo pedindo aos seus apoiantes para "desbloquear" as estradas ocupadas em protesto contra o resultado das eleições.


“Bolsonaro é o nosso capitão, nós vamos segui-lo no que for preciso”, disse Valdemar Costa Neto.
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Desde então, não tem falado publicamente. Também não participou na reunião do G20 em Bali, nem na COP27 no Egipto.

Conselheiros e aliados do presidente deram várias explicações para as ausências de Bolsonaro, desde uma suposta "tristeza" após a sua derrota nas urnas até uma infeção bacteriana na pele de uma perna.

Alguns dos seus apoiantes continuaram a manifestar-se em frente de quartéis em várias cidades, apelando à intervenção militar contra o resultado eleitoral.

Segundo os meios de comunicação locais, Jair Bolsonaro saudou vários apoiantes reunidos à porta da academia militar, que se tinham dirigido ali para apelar a uma intervenção das forças armadas "contra a fraude" nas urnas.

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