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Boeing confia nos seus aviões mas pede para suspenderem todos os voos com os 737 MAX
Mundo 3 min. 14.03.2019

Boeing confia nos seus aviões mas pede para suspenderem todos os voos com os 737 MAX

Boeing confia nos seus aviões mas pede para suspenderem todos os voos com os 737 MAX

Foto: AFP
Mundo 3 min. 14.03.2019

Boeing confia nos seus aviões mas pede para suspenderem todos os voos com os 737 MAX

A Boeing acrescentou que esta é uma medida “de precaução, para tranquilizar todos os passageiros sobre a segurança da aeronave”.

A companhia aeronáutica norte-americana Boeing anunciou na quarta-feira que continua a ter “total confiança na segurança dos 737 MAX”, mas que as autoridades dos Estados Unidos lhe “recomendaram” a suspensão temporária de toda a frota desses aparelhos.

Segundo um comunicado da empresa com sede em Chicago, no Estado norte-americano do Illinois, a decisão de suspender os voos dos 737 MAX - na sequência da queda de um dos aparelhos no domingo na Etiópia, que fez 157 mortos - foi tomada depois de consultar a Administração Federal da Aviação (FAA, na sigla em inglês) e a Associação Nacional de Segurança nos Transportes.

A Boeing acrescentou que esta é uma medida “de precaução, para tranquilizar todos os passageiros sobre a segurança da aeronave”.

O comunicado da empresa foi divulgado minutos após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado a suspensão dos voos dos modelos 737 MAX 8 e 9.

Na Casa Branca, Trump assegurou à imprensa: “Todos esses aviões serão imobilizados com efeito imediato”, uma medida que provocou uma nova queda da Boeing na bolsa.

“Estamos a apoiar este passo proativo com uma grande dose de precaução. A segurança é um valor fundamental da Boeing desde que começámos a construir aviões e sê-lo-á sempre”, afirmou o presidente e administrador-delegado da companhia, Dennis Milenberg.

Além disso, o responsável máximo da empresa assegurou estar a trabalhar para “entender as causas do acidente em colaboração com os investigadores”, para evitar que um caso semelhante volte a acontecer.

Milenberg expressou também condolências aos familiares das 157 vítimas (149 passageiros e oito tripulantes) do Boeing 737 MAX da Ethiopian Airlines que se despenhou no domingo de manhã, poucos minutos depois de ter descolado de Adis Abeba com destino à capital do Quénia, Nairobi.

À espera dos dados definitivos da sessão da bolsa de Nova Iorque de hoje, a Boeing perdeu em três dias cerca de 33.000 milhões de dólares.

Na sequência do acidente, a Agência Europeia de Segurança Aérea (EASA) proibiu na terça-feira o modelo 737 MAX 8 de operar no continente europeu, juntando-se a 20 países e 30 companhias aéreas de todo o mundo que suspenderam os voos com esses aparelhos.

Duas horas antes do anúncio de Trump, também o Canadá decidiu suspender “de forma imediata” os voos dos aviões Boeing 737 MAX 8 e 9 no seu espaço aéreo, depois de ter recebido “nova informação hoje de manhã”, indicou o ministro dos Transportes canadiano, Marc Garneau.

As duas caixas negras do avião Boeing 737 MAX 8 da Ethiopian Airlines serão analisadas em França, indicou hoje o organismo francês de Investigação de Acidentes Aéreos (BEA).

Na rede social Twitter, o BEA precisou que as autoridades etíopes pediram a sua ajuda para examinar esses aparelhos que registam a atividade dos instrumentos do avião e as conversas da tripulação.

“Toda a comunicação sobre os avanços da investigação cabe a essas autoridades”, acrescentou o BEA, cujo porta-voz precisou que as duas caixas negras serão transportadas para França na quinta-feira.

O responsável das relações públicas da Ethiopian Airlines, Biniyam Demsie, tinha anunciado hoje que a Etiópia iria enviar as caixas para o estrangeiro porque o país não tem a capacidade técnica nem a experiência necessárias na matéria.

A queda deste avião ocorreu depois de, em outubro do ano passado, outro Boeing 737 MAX 8, da companhia Lion Air, se ter despenhado na Indonésia, 12 minutos após a descolagem, segundo uma das caixas negras devido a falha no sistema automático, causando 189 mortos.

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