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Von der Leyen recorda "papel crucial" de Sampaio na defesa de direitos humanos
Mundo 10.09.2021
Óbito

Von der Leyen recorda "papel crucial" de Sampaio na defesa de direitos humanos

Óbito

Von der Leyen recorda "papel crucial" de Sampaio na defesa de direitos humanos

Foto: AFP
Mundo 10.09.2021
Óbito

Von der Leyen recorda "papel crucial" de Sampaio na defesa de direitos humanos

Lusa
Lusa
A presidente da Comissão Europeia destacou o "papel crucial" de Jorge Sampaio na promoção dos direitos humanos e dignidade dos refugiados, elogiando o "homem de princípios".

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, destacou o “papel crucial” de Jorge Sampaio, que morreu hoje, na promoção dos direitos humanos e dignidade dos refugiados, elogiando o “homem de princípios”.

Numa mensagem lida pelo porta-voz do executivo comunitário, Eric Mamer, na conferência de imprensa diária, Von der Leyen lembrou Sampaio como “um homem de princípios, e um defensor convicto dos direitos humanos”.

Enquanto Alto Representante das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações, Sampaio desempenhou “um papel crucial na promoção dos direitos e da dignidade dos refugiados que chegam à Europa, e particularmente a Portugal, nomeadamente como resultado do conflito na Síria”, referiu ainda Von der Leyen.

A presidente da Comissão Europeia lembrou que Jorge Sampaio, ainda enquanto jovem advogado, “defendeu prisioneiros políticos durante a ditadura”. Ursula Von der Leyen enviou as condolências à família e amigos do antigo Presidente da República, que teve “a honra de conhecer” na primeira visita oficial que fez a Portugal.


Jorge Sampio e o Grâo-Duque cumprimentam os cidadãos em Esch-sur-Alzette.
Festa, vindimas e sorrisos. A última visita de Jorge Sampaio ao Grão-Ducado
O antigo Presidente da República portuguesa faleceu esta sexta-feira aos 81 anos. A última visita oficial ao Luxemburgo foi em 2004, a convite do Grão-Duque Henri.

O antigo Presidente da República Jorge Sampaio morreu hoje aos 81 anos, no hospital de Santa Cruz, em Lisboa.

Antes do 25 de Abril de 1974, foi um dos protagonistas da crise académica do princípio dos anos 60, que gerou um longo e generalizado movimento de contestação estudantil ao Estado Novo, tendo, como advogado, defendido presos políticos durante a ditadura.

Jorge Sampaio foi secretário-geral do PS (1989-1992), presidente da Câmara Municipal de Lisboa (1990-1995) e Presidente da República (1996 e 2006).

Após a passagem pela Presidência da República, foi nomeado em 2006 pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas enviado especial para a Luta contra a Tuberculose e, entre 2007 e 2013, foi alto representante da ONU para a Aliança das Civilizações.


Jorge Sampaio, na altura presidente da Câmara Municipal de LIsboa, no meio da multidão no desfile comemorativo do 25 de Abril, na praça do Rossio, em Lisboa, em 1990.
Jorge Sampaio. Presidente, socialista, paciente e conciliador
Foi um dos protagonistas da crise académica do princípio dos anos 60, que gerou um longo e generalizado movimento de contestação estudantil ao Estado Novo.

Durante o seu segundo mandato, em 2003, organizou a primeira reunião do ‘Grupo de Arraiolos’, constituído por chefes de Estado da UE sem funções executivas.

Atualmente presidia à Plataforma Global para os Estudantes Sírios, fundada por si em 2013 com o objetivo de contribuir para dar resposta à emergência académica que o conflito na Síria criara, deixando milhares de jovens sem acesso à educação.

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