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Bielorrússia. Lukashenko diz que "nem morto" entrega o país que está contra ele
Mundo 7 2 min. 16.08.2020 Do nosso arquivo online

Bielorrússia. Lukashenko diz que "nem morto" entrega o país que está contra ele

Bielorrússia. Lukashenko diz que "nem morto" entrega o país que está contra ele

AFP
Mundo 7 2 min. 16.08.2020 Do nosso arquivo online

Bielorrússia. Lukashenko diz que "nem morto" entrega o país que está contra ele

Lusa
Lusa
A Bielorrússia é palco de uma onda de protestos contra a reeleição do Presidente, Alexander Lukashenko, que muitos, incluindo a UE, consideram fraudulenta.

O presidente da Bielorrússia, Alexandr Lukashenko, afirmou hoje, em Minsk, que “nem morto” permitirá a entrega do país, na primeira manifestação de apoio desde que tiveram início as ondas de protesto popular há uma semana.

Desde o passado domingo que a Bielorrússia é palco de uma onda de protestos contra a reeleição do Presidente, Alexander Lukashenko, que muitos, incluindo a UE, consideram fraudulenta.  Bielorussos emigrados noutros países, entre eles no Luxemburgo, manifestaram-se contra esta eleição.

“Conseguimos construir um belo país, com suas dificuldades e falhas. A quem o querem entregar? Se alguém o quiser entregar eu não o permito, nem morto”, disse Lukashenko citado pela agência Belta bielorussa, a partir de uma tribuna instalada na Praça da Independência.

Vários milhares de pessoas, muitas com bandeiras bielorrussas, reuniram-se hoje na praça em frente à Casa do Governo.

No poder há 26 anos

Imprensa conotada com a oposição refere que muitos dos participantes do comício foram levados para Minsk em autocarros contratados pelas autoridades.

"Queridos amigos, chamei-vos não para me defenderem, mas também. Vieram para que, pela primeira vez em um quarto de século, defendamos nosso país, nossas famílias, nossas esposas e irmãs, nossos filhos", disse Lukashenko.

O presidente bielorrusso, no poder há 26 anos, e que segundo a Comissão Eleitoral Central do país foi reeleito no dia 09 de agosto com pouco mais de 80% dos votos, rejeitou categoricamente a possibilidade de realizar novas eleições presidenciais.

"Há tanques e aviões a cerca de 15 minutos de voo de nossa fronteira. As tropas da NATO rangem os rastros dos tanques à nossa porta. Lituânia, Letônia, Polônia e, infelizmente, nossa amada Ucrânia ordenam que realizemos novas eleições. Se aceitarmos, vamos despencar-nos", alertou.

Mais de 6 mil presos em manifestações

Desde o passado domingo que a Bielorrússia é palco de uma onda de protestos contra a reeleição do Presidente, Alexander Lukashenko, que muitos, incluindo a UE, consideram fraudulenta.

A principal candidata da oposição, Sviatlana Tsikhanouskaya, cujas ações de campanha atraíram multidões de eleitores frustrados com o Governo autoritário de 26 anos de Lukashenko, terá obtido apenas 10% dos votos.

Durante a semana, refugiou-se na Lituânia, de onde lançou um apelo para a realização de "massivas manifestações pacíficas" em todo o país durante o fim de semana.

Mais de 6.700 pessoas foram presas desde domingo durante ações de protesto e centenas dos já libertados relataram cenas de tortura sofridas na prisão.

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