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Biden. Washington transformado em fortaleza para evitar sobressaltos na tomada de posse
Mundo 2 min. 19.01.2021

Biden. Washington transformado em fortaleza para evitar sobressaltos na tomada de posse

Biden. Washington transformado em fortaleza para evitar sobressaltos na tomada de posse

Foto: AFP
Mundo 2 min. 19.01.2021

Biden. Washington transformado em fortaleza para evitar sobressaltos na tomada de posse

Duas semanas depois da invasão do Capitólio, o coração político dos Estados Unidos está barricado para evitar qualquer ataque terrorista da extrema-direita.

Donald Trump acelerou a construção do muro na fronteira com o México iniciada pelos seus antecessores mas é a vedação que cerca o Capitólio que atrai as atenções a um dia da tomada de posse de Joe Biden.

Com quase quatro metros de altura, as barreiras são visíveis no centro de Washington e servem para proteger a tomada de posse mais blindada de sempre. O coração político da maior potência mundial ainda está em choque depois da invasão do Capitólio e decidiu barricar-se para evitar qualquer ataque da extrema-direita.

A violência deixou de ser apenas uma hipótese remota para ser uma ameaça real. O mandato beligerante de Donald Trump inflamou e dividiu durante quatro anos a sociedade norte-americana e as feridas estão à vista. Os habitantes da capital nunca viram tanta segurança.

São mais de 25 mil militares, o dobro de outras tomadas de posse, e até os próprios soldados estão a ser investigados a pente fino pelo FBI. Ninguém quer que uma tragédia seja sequer uma possibilidade na cidade com cerca de 700 mil habitantes onde Trump não teve mais do que 5,4% dos votos em novembro. 

"As tropas americanas não deviam estar armadas contra os seus compatriotas, mas o que vimos foi um ataque sem precedentes à nossa democracia", afirmou a democrata Muriel Bowser, presidente da Câmara, no domingo, numa referência à invasão do Capitólio.

A presença dos militares é tão visível que um correspondente de um canal televisivo descreveu a situação no terreno como parecida à Zona Verde de Bagdade onde se situam os edifícios governamentais e as embaixadas na capital iraquiana. Mais de 6% de Washington está cercada de vedações. São quase 12 quilómetros quadrados e impede a passagem de veículos e peões até ao National Mall, a grande esplanada visitada anualmente por mais de 20 milhões de pessoas e onde se encontram atrações turísticas populares como o Lincoln Memorial e os museus do Ar e do Espaço e da História Natural. 

Dentro do perímetro de segurança, as portas e janelas das empresas estão entaipadas, algo que já era comum desde junho, após os protestos do movimento Black Lives Matter contra o assassinato policial de George Floyd. Não há carros estacionados nessas ruas. Treze estações de metro foram encerradas e as paragens de autocarro estão desertas. Há cartazes do FBI nos cartazes a pedir ajuda para capturar os insurgentes no Capitólio. Os únicos veículos no asfalto são camiões de construção das barricadas e patrulhas policiais e veículos militares. 

Só os curiosos, os sem-abrigo e equipas de repórteres vêm testemunhar o inimaginável. O epicentro da alegada maior democracia do Ocidente está barricado.

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