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Biden e Putin em videoconferência de duas horas para evitar guerra na Europa
Mundo 2 min. 07.12.2021
Tensão na Ucrânia

Biden e Putin em videoconferência de duas horas para evitar guerra na Europa

Um comunicado será feito dentro de minutos pelos líderes dos Estados Unidos e da Federação Russa.
Tensão na Ucrânia

Biden e Putin em videoconferência de duas horas para evitar guerra na Europa

Um comunicado será feito dentro de minutos pelos líderes dos Estados Unidos e da Federação Russa.
Foto: AFP
Mundo 2 min. 07.12.2021
Tensão na Ucrânia

Biden e Putin em videoconferência de duas horas para evitar guerra na Europa

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
Putin já enviou cerca de 100 mil tropas para a fronteira e ameaça com uma invasão se a Ucrânia aderir à NATO. Biden e Putin irão agora fazer comunicados. Guerra a sério ou escalada da guerra fria?

“Vai ser um massacre muito sangrento” se a Rússia invadir o país vizinho e antigo membro da União Soviética, disse Oleksiy Reznikov, ministro da Defesa ucraniano, em entrevista ao canal de televisão norte-americano CNN que tem sido transmitida esta terça-feira.

Oleksiy garantiu que as tropas ucranianas vão dar luta e que haverá soldados russos a regressar à pátria em caixões. Reznikov também disse que ninguém deseja uma guerra, mas que as autoridades de Kiev não vão ficar a ver os tanques passar. O ministro ucraniano adiantou que mais do que tropas estrangeiras a lutar ao lado dos militares ucranianos, o que pretende é apoio logístico e armamento.

Para a Federação Russa, a Ucrânia é uma almofada contra o ocidente  

O Kremlin quer garantias de que a Ucrânia não irá fazer parte da NATO, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, aliança militar dos países europeus e dos Estados Unidos. Para a Federação Russa, a Ucrânia é uma almofada contra o ocidente. A excessiva influência dos países da NATO é vista por Moscovo como uma agressão no seu quintal.


Presidente da Bielorrússia anuncia apoio a Moscovo em caso de guerra com o Ocidente
Minsk tem planeadas um conjunto de medidas a médio prazo para reforçar a defesa da sua fronteira sul, junto à Ucrânia.

Biden parece estar preparado para dizer a Putin que chega de pressão vinda de Moscovo e enumerou os casos que estão a fazer perder a paciência: interferência nas eleições em 2016, ciber ataques, e envenenamento de opositores, como foi o caso de Navalny.

Segundo foi divulgado há dias, os serviços secretos norte-americanos dizem ter encontrado planos de Moscovo para invadir a Ucrânia no início de 2022. As autoridades ucranianas detetaram, através de imagens de satélite, cerca de 90 mil militares russos que já se agruparam junto à fronteira.

Aliados ocidentais cerram fileiras

Na segunda-feira, o presidente norte-americano contactou os aliados europeus, à  procura de apresentar uma resposta conjunta para defender a soberania ucraniana. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson anunciou na tarde de ontem, segunda-feira, que o Reino Unido estaria numa frente unida com o parceiro americano na Ucrânia.

As medidas que os aliados discutiram incluem aumentar o apoio militar a Kiev, mas principalmente sanções económicas duras contra Moscovo. O secretário de Estado responsável pela política externa norte-americana, Anthony Blinken, explicou que as medidas discutidas pelos aliados incluem “medidas económicas de alto impacto que evitámos tomar no passado”. 

A União Europeia também irá aderir ao boicote económico à Rússia, caso Putin prossiga com as hostilidades militares contra a Ucrânia. As sanções económicas têm sido, aliás, uma das principais armas usadas pela União Europeia para pressionar governos hostis, como aconteceu recentemente com a Bielorrússia. A UE congelou contas de altos dignitários russos e cortou importações de bens bielorussos.

Um comunicado será feito dentro de minutos pelos líderes dos Estados Unidos e da Federação Russa. 

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