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Bélgica, o país dos automobilistas velozes e furiosos
Mundo 26.05.2022
Estudo

Bélgica, o país dos automobilistas velozes e furiosos

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Bélgica, o país dos automobilistas velozes e furiosos

Foto: Lex Kleren
Mundo 26.05.2022
Estudo

Bélgica, o país dos automobilistas velozes e furiosos

Heledd PRITCHARD
Heledd PRITCHARD
Os condutores belgas — milhares dos quais viajam para trabalhar no Luxemburgo todos os dias — mostram alguma da pior raiva rodoviária da Europa, segundo um novo estudo da Vinci Foundation.

Menos de metade dos automobilistas na Bélgica sentem-se calmos ao volante — a percentagem mais baixa em toda a Europa — e 56% buzinam para mostrar a sua frustração para com outros condutores, valor que é superior à média de 50% do continente, de acordo com um estudo da Vinci Foundation publicado na terça-feira.

Os condutores do país vizinho do Luxemburgo são os mais suscetíveis de se "esquecer" de abrandar perto das obras rodoviárias e mais de metade esquecem-se também de utilizar o pisca quando mudam de direção.

A Bélgica não tem um sistema baseado em pontos para infrações menores do código da estrada, penalizando os condutores apenas através de multas.  

Metade diz ter insultado outros condutores

Cerca de metade dos automobilistas belgas admitiram ter insultado outros condutores e 65% disseram que por vezes passam num semáforo vermelho. Mais de uma terço ultrapassam pela direita quando conduzem na autoestrada — em linha com a média europeia.

Um em cada cinco condutores que participaram no estudo na Bélgica disse ter estacionado numa ciclovia, infração que pode levar a uma multa de 116 euros, segundo o relatório. A Holanda é o único outro país onde isto acontece com mais frequência. 

Ministro apela a melhor comportamento 

Um em cada 10 belgas admite por vezes estacionar num lugar para deficientes, o que pode colocar as pessoas com deficiência em perigo se tiverem de estacionar num local mais estreito, afirma o estudo.

"O [relatório] mostra claramente que o comportamento de alguns belgas tem de mudar em nome de um melhor espaço partilhado e melhor segurança para todos", disse o ministro da Mobilidade belga, Georges Gilkinet. "O espaço público pertence a todos. Ninguém é rei."

(Este artigo foi originalmente publicado na edição inglesa do Luxemburger Wort.)

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