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Bélgica não consegue queimar toda a cocaína apreendida
Mundo 2 min. 24.11.2022
Tráfico de droga

Bélgica não consegue queimar toda a cocaína apreendida

Tráfico de droga

Bélgica não consegue queimar toda a cocaína apreendida

Foto: Marcos Pin/AFP
Mundo 2 min. 24.11.2022
Tráfico de droga

Bélgica não consegue queimar toda a cocaína apreendida

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
Antuérpia tem o principal porto europeu de receção da droga vinda da América Latina e a cidade tornou-se o centro do crime violento na UE. A droga que as autoridades apreendem é tanta que não há incineradores suficientes.

As polícias belgas estão a tentar encontrar uma "solução estrutural" para resolver a crise de excesso de cocaína que está a ser apreendida no porto de Antuérpia, disse à agência France Press um porta-voz da autoridade aduaneira, Francis Adyns. 

Além da falta de capacidade atual, Adyns salientou que a solução para queimar a droga tem de respeitar também "standards ambientais". 

Mas o risco atual é que os gangues organizados – que abundam na capital flamenga – consigam assaltar os armazéns onde a droga fica à espera de ser queimada, o que renderia muitos milhões de euros se fosse vendida. Há registo de drones não identificados a sobrevoarem os armazéns da zona aduaneira. 


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“Vamos lutar e vencer”, disse o vice-presidente da Comissão Margaritis Schinas na apresentação de um plano de cinco anos para aniquilar um negócio muito violento de “lucros colossais”: 139 milhões de euros.

Nos últimos anos, a capital da Flandres e segunda maior cidade da Bélgica tornou-se o centro das atenções da polícia. Em abril do ano passado, na maior operação policial de sempre no país, conhecida como Operação Céu, 1.600 polícias e agentes das forças especiais apreenderam 27 toneladas de cocaína no porto de Antuérpia e detiveram mais de 50 pessoas só numa manhã. 

Foi estimado que o volume de droga apreendido equivaleria a 1.4 mil milhões de euros se fosse vendido e inundaria as cidades europeias com a droga vinda principalmente da Colômbia. Além desta substância, a polícia encontrou câmaras de tortura escondidas em contentores. 

Um polvo que sufoca a UE e que equivale a 1% do PIB

A operação foi descrita pela imprensa belga e internacional não só pelo histórico volume de droga apreendido, como pelas provas encontradas da violência com que os cartéis colombianos estão a operar na Europa. As suas redes estão também a infiltrar e a corromper as autoridades judiciais. Foram detidos também policias, procuradores públicos, funcionários das Finanças, e administradores de hospitais coniventes – pagos ou ameaçados – com os cartéis.

O próprio presidente da Câmara da Flandres esteve ameaçado de morte pelos cartéis. A 14 de abril, pouco mais de uma semana depois da operação policial na Bélgica, no anúncio da estratégia europeia de combate ao crime violento, a comissária europeia dos Assuntos Internos, Ylva Johansson, salientou que "o crime violento e organizado é hoje uma das principais ameaças à segurança das nações da União Europeia". É um "negócio" de cerca de 139 milhões de euros, que equivale a cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) total da União Europeia. 


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O combate ao tráfico e o tráfico de droga têm uma coisa em comum: são raras as coincidências. Alguns métodos da polícia nem na polícia reúnem consenso.

Na UE, já quase não há assaltos e roubos a casas e pessoas e o mundo do crime é cada vez mais violento, recorre a raptos, tortura e intimidação de polícias magistrados e jornalistas. Está cada vez mais cativo das máfias e dos cartéis extremamente agressivos. A sua atividade é principalmente baseada no tráfico de droga e de seres humanos e na exploração da pornografia infantil.

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