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Bélgica. Greve causa perturbações nos comboios entre segunda e quinta
Mundo 2 min. 27.11.2022
Transportes

Bélgica. Greve causa perturbações nos comboios entre segunda e quinta

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Bélgica. Greve causa perturbações nos comboios entre segunda e quinta

Foto: Anouk Antony/Luxemburger Wort
Mundo 2 min. 27.11.2022
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Bélgica. Greve causa perturbações nos comboios entre segunda e quinta

Max HELLEFF
Max HELLEFF
O serviço rodoviário será severamente afetado a partir das 22h desta segunda-feira. Mas deverá haver uma alternativa.

Menos de um mês após a greve geral de 9 de novembro, a Bélgica deverá ficar, de novo, parcialmente paralisada devido ao movimento de protesto que perturbará o seu tráfego ferroviário ao longo de três dias. Uma duração sem precedentes, uma vez que as greves ferroviárias são normalmente limitadas a um período de 24 horas. Espera-se que toda a rede dos caminhos-de-ferro belgas (SNCB) seja afetada.

As negociações que precederam esta demonstração de descontentamento não foram bem sucedidas. Os sindicatos mantiveram o seu pré-aviso de greve, denunciando "a ausência de perspetivas favoráveis a todos os trabalhadores ferroviários". Os patrões tinham proposto um bónus de 100 euros por trabalhador, que foi recusado.

Plano de transporte a ser anunciado na segunda-feira

Em princípio, a greve vai implicar, sobretudo, maquinistas da SNCB  Mas devido à falta destes profissionais nas locomotivas, é provável que muitos comboios estejam fora de serviço. A contagem oficial dos grevistas permitirá à empresa ferroviária estabelecer um plano de transporte alternativo, que será apresentado na segunda-feira. Mas não evitará grandes perturbações.


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A decisão, que se deve à inflação e os custos energéticos, é controversa entre passageiros e alguns políticos.

Há anos que os maquinistas de comboios se queixam das suas condições de trabalho e do ritmo que lhes é imposto, designadamente a impossibilidade de conciliar a vida familiar com a vida profissional devido aos seus horários. De acordo com os sindicatos, o ambiente de trabalho está cada vez pior, apesar das promessas feitas pelo governo federal, e não se enquadra nas ambições declaradas para os caminhos-de-ferro.

A HR Rail, empregadora legal de "todos os trabalhadores ferroviários", quer negociar um novo acordo social após a conclusão dos contratos de gestão das empresas ferroviárias, que se espera acontecer até ao final do ano. "O departamento de relações humanas também anunciou 300 recrutamentos adicionais no próximo ano, elevando o número de novos trabalhadores para 1.600 para o ano de 2023", informou a agência Belga.

SNCB esforça-se para convencer os utilizadores

Mas será difícil melhorar a imagem dos caminhos-de-ferro belgas. Greves regulares, uma série de atrasos, comboios sobrelotados em certas rotas, um aumento acentuado dos preços dos bilhetes (+9%) para 2023... A SNCB tem de batalhar para estar à altura da missão que lhe foi atribuída por políticos e cidadãos. Num país que continua em grande parte centrado em Bruxelas, apesar da regionalização, o fluxo e refluxo de trabalhadores pendulares ainda está demasiado ligado à rodovia.

A associação flamenga de trabalhadores pendulares TreinTramBus apela aos caminhos-de-ferro e às autoridades para fazerem tudo o que for possível para evitar esta nova greve. "Estas ações podem ser a última gota para muitos passageiros", adverte. A organização acredita que "a SNCB deve levar a sério as queixas do pessoal e oferecer-lhes novas perspetivas".

Segundo a TreimTramBus,  governo federal também é culpado da atual situação, até porque os investimentos nos caminhos-de-ferro foram quase reduzidos para metade durante a próxima década, de 400 para 215 milhões de euros.

(Este artigo foi originalmente publicado no Virgule e adaptado para o Contacto por Maria Monteiro.)

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