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Beirute. Presidente libanês não descarta bomba ou míssil na origem da explosão
Mundo 2 min. 07.08.2020

Beirute. Presidente libanês não descarta bomba ou míssil na origem da explosão

Beirute. Presidente libanês não descarta bomba ou míssil na origem da explosão

Foto: AFP
Mundo 2 min. 07.08.2020

Beirute. Presidente libanês não descarta bomba ou míssil na origem da explosão

Bruno Amaral de Carvalho
Bruno Amaral de Carvalho
Michel Aoun pediu imagens de satélite ao seu homólogo francês, Emmanuel Macron, para ajudar na investigação sobre as causas da explosão e não nega nenhum cenário, incluindo a participação de forças estrangeiras.

O presidente libanês Michel Aoun afirmou esta sexta-feira que decorre a investigação sobre as causas exatas das explosões de terça-feira em Beirute e não descartou a possibilidade de as detonações serem o resultado da ação de forças estrangeiras com a ajuda de um míssil ou de uma bomba.

"A causa da explosão ainda não foi determinada, pois existe uma probabilidade de interferência de forças externas através da utilização de um míssil ou de uma bomba, ou de outros meios", sublinhou Aoun, conforme citado por meios locais.

O chefe de Estado adiantou que a investigação também avalia a possibilidade de negligência por parte dos responsáveis pela manipulação do nitrato de amónio - a substância que teria causado a explosão - ou um acidente.

Ao seu homólogo francês, Emmanuel Macron, que visitou Beirute, pediu o apoio da França com imagens de satélite do momento da explosão no porto da cidade. Acrescentou que se não as pudesse obter através de Paris, pediria a ajuda de outros países "para determinar se se tratava de um ataque externo ou de um incêndio".

Investigação 

Por outro lado, Aoun rejeitou qualquer investigação internacional sobre o assunto, considerando que isso apenas “enfraqueceria a verdade”.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu uma investigação independente às explosões, insistindo que “os pedidos de responsabilização das vítimas devem ser ouvidos”, depois de Emmanuel Macron ter apelado na quinta-feira a um inquérito internacional “transparente”.

O Presidente libanês concordou, contudo, com o seu homólogo francês que apelou aos responsáveis do Líbano para “mudarem o sistema”.

“Enfrentamos uma revisão do nosso sistema consensual, porque está paralisado e não permite que sejam tomadas decisões que possam ser aplicadas rapidamente: devem ser consensuais e passar por várias autoridades”, disse Aoun, criticado por grande parte da opinião pública libanesa, ainda mais desde as devastadoras explosões no porto da capital libanesa.

Sobre a existência de 2.750 toneladas de nitrato de amónio no porto da cidade, Aoun disse ter sido informado do assunto no dia 20 de julho e acrescentou ter "ordenado imediatamente" as autoridades militares e de segurança para fazerem o que fosse necessário.

Sem avançar mais pormenores, o Presidente disse que vários governos desde 2013 receberam avisos sobre o material.

O Líbano vive uma crise económica séria - marcada por uma desvalorização sem precedentes da sua moeda, hiperinflação, despedimentos em massa -, agravada pela pandemia do novo coronavírus, que obrigou as autoridades a confinarem a população durante três meses.

com Lusa 

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