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Beirute. Entre o pânico e os feridos há ainda que travar o aumento da covid
Mundo 06.08.2020

Beirute. Entre o pânico e os feridos há ainda que travar o aumento da covid

Beirute. Entre o pânico e os feridos há ainda que travar o aumento da covid

AFP
Mundo 06.08.2020

Beirute. Entre o pânico e os feridos há ainda que travar o aumento da covid

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
O ministro da saúde do Líbano teme que nos próximos 10 dias a epidemia aumente em Beirute porque para salvar e tratar quem estava no porto aquando da explosão não há tempo para pensar em regras.

Com o último balanço sobe para 157 o número de mortes resultantes das violentas explosões no porto de Beirute na terça-feira que provocou mais de 5000 feridos, e deixou um rasto enorme de destruição na cidade.

Quatro hospitais foram atingidos e os restantes estão a ficar lotados devido a esta tragédia. No meio do caos e pânico ainda instalado ainda há uma epidemia para controlar. 

O ministro da saúde do Líbano  Hamad Hassan revelou hoje estar muito preocupado pois com a urgência dos profissionais de saúde em salvar e tratar os feridos esquecem-se as regras de higiene, as máscaras e o distanciamento social. Por isso, teme que nos próximos 10 dias o número de infeções possa aumentar.


Vídeo. Bebé nasce durante a explosão na capital do Líbano
O pai da criança captou o momento da explosão em pleno hospital, quando a mulher estava já em trabalho de parto. O bebé está bem de saúde e chama-se George.

"Devido à emergência e ao pânico, estou preocupado que o tratamento dos feridos em hospitais e a perda e falta de equipamentos de proteção pessoal possam ter um impacto no número de pacientes com coronavírus nos próximos 10 dias ", disse Hamad Hassan, segundo a agência de notícias estatal NNA, citada pela CNN.  

Hospitais de campanha estão a ser montados e haverá serviços exclusivos para os doentes covid-19.

16 funcionários do porto da cidade detidos

Esta tarde, foram detidos 16 funcionários do porto de Beirute e  aduaneiros no decorrer das investigações das explosões, anunciou o procurador militar libanês Fadi Akiki. 

Trata-se de "funcionários do conselho de administração do porto de Beirute e da administração aduaneira, e os responsáveis pelos trabalhos de manutenção e (trabalhadores) que efectuaram trabalhos no hangar número 12", o local onde as toneladas de nitrato de amónio foram armazenadas, disse este procurador em comunicado. 

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