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Beirute. Amnistia Internacional pede investigação independente
Mundo 05.08.2020 Do nosso arquivo online

Beirute. Amnistia Internacional pede investigação independente

Imagens da destruição de Beirute após as violentas explosões de terça-feira, 4 de agosto.

Beirute. Amnistia Internacional pede investigação independente

Imagens da destruição de Beirute após as violentas explosões de terça-feira, 4 de agosto.
AFP
Mundo 05.08.2020 Do nosso arquivo online

Beirute. Amnistia Internacional pede investigação independente

Lusa
Lusa
O Governo português indicou na terça-feira não ter indicações de que haja cidadãos nacionais entre as vítimas.

A Amnistia Internacional defendeu esta quarta-feira uma “investigação internacional” independente às causas das duas explosões que abalaram terça-feira o porto de Beirute e pediu à comunidade internacional para “aumentar urgentemente a ajuda humanitária ao Líbano

As duas explosões provocaram pelo menos 113 mortos e cerca de 4 mil feridos, segundo o último balanço feito pelas autoridades libanesas.

“O que quer que tenha causado as explosões, incluindo a possibilidade de uma grande quantidade de nitrato de amónio armazenado de maneira insegura, a Amnistia Internacional apela à ativação imediata de um mecanismo internacional para investigar como isso aconteceu”, afirmou hoje a secretário-geral da organização não-governamental (ONG), Julie Verhaar, em comunicado.


Beirute, Líbano.
Fotos. Explosões em Beirute deixaram cidade num cenário de guerra
A capital do Líbano acordou, esta quarta-feira, 5 de agosto, sobre escombros, depois de duas explosões no porto terem morto, pelo menos, mais de 100 pessoas e ferido milhares de outras.

No documento, Verhaar salientou as “cenas horríveis após as explosões para um país que já está a sofrer o ‘stress’ de várias crises” e apelou ao papel humanitário da comunidade internacional.

“A Amnistia Internacional apela também à comunidade internacional para aumentar urgentemente a ajuda humanitária ao Líbano, num momento em que o país já lutava com uma grave crise económica, bem como a pandemia de covid-19”, finalizou.

Até 300.000 pessoas terão ficado sem casa devido às explosões, segundo o governador da capital do Líbano, Marwan Abboud.

O Governo português indicou na terça-feira não ter indicações de que haja cidadãos nacionais entre as vítimas.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou hoje uma mensagem ao seu homólogo libanês, Michel Aoun, expressando “condolências aos familiares das vítimas mortais e desejos de rápidas melhoras a todos os feridos, bem como a sua solidariedade a todo o povo libanês”.

Também o Governo português expressou solidariedade com o Líbano e o seu povo, adiantando que participará no plano de apoio da União Europeia.

As violentas explosões deverão ter tido origem em materiais explosivos confiscados e armazenados há vários anos no porto da capital libanesa.

O primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, revelou que cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amónio estavam armazenadas no depósito do porto de Beirute que explodiu.

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O juiz libanês Fadi Sawan, que tem a cargo a investigação sobre a explosão de 4 de agosto, que matou pelo menos 180 pessoas e feriu mais de 6.000, emitiu a ordem contra Koraytem, que até agora estava sob prisão domiciliária