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Autoridades avaliam repatriamento de quatro luxemburgueses e dois afegãos residentes no Grão-Ducado
Mundo 17.08.2021
Afeganistão

Autoridades avaliam repatriamento de quatro luxemburgueses e dois afegãos residentes no Grão-Ducado

Afeganistão

Autoridades avaliam repatriamento de quatro luxemburgueses e dois afegãos residentes no Grão-Ducado

Foto: AFP
Mundo 17.08.2021
Afeganistão

Autoridades avaliam repatriamento de quatro luxemburgueses e dois afegãos residentes no Grão-Ducado

Redação
Redação
Atualmente as tropas norte-americanas asseguram a segurança no aeroporto da capital afegã e decidem quais os aparelhos que lá aterram.

Segundo a RTL, há atualmente quatro luxemburgueses e dois afegãos residentes no Luxemburgo que estão em Cabul, capital afegã. Os ministérios da Defesa e dos Negócios Estrangeiros do Grão-Ducado, juntamente com os homólogos belgas, estão a estudar a possibilidade de repatriamento destas pessoas, recorrendo ao avião militar luxemburguês A400 M. 

De acordo com a mesma fonte, as autoridades nacionais ainda não terão obtido as autorizações necessárias para a intervenção, numa altura em que as tropas norte-americanas asseguram a segurança no aeroporto da capital afegã e decidem quais os aparelhos que lá aterram. 

Os voos comerciais retomaram esta terça-feira depois de terem estado suspensos no dia anterior. Os talibãs tomaram o poder no domingo passado, depois de terem entrado na capital sem encontrar resistência, com quase todas as províncias debaixo do seu domínio.

Os meios de comunicação locais relataram imagens dramáticas de milhares de pessoas no aeroporto de Cabul tentando fugir do país, apesar do cancelamento da maioria dos voos comerciais e das restrições.  


Foto de ilustração
Desesperados, afegãos caem de avião ao tentar fugir agarrados a exterior da aeronave
Veja o vídeo de várias pessoas a subir para o trem de aterragem ou fuselagem de um avião da força aérea dos EUA no aeroporto de Cabul para fugir do país. Pelo menos duas sofreram uma queda mortal quando o aparelho levantava voo, esta manhã.

As forças internacionais estavam no país desde 2001, no âmbito da ofensiva liderada pelos Estados Unidos contra o regime extremista (1996-2001), que acolhia no seu território o líder da Al-Qaida, Osama bin Laden, principal responsável pelos atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001.

A tomada da capital põe fim a uma presença militar estrangeira de 20 anos no Afeganistão, dos Estados Unidos e dos seus aliados na NATO, incluindo Portugal.


Imagens da televisão Al-Jazeera mostram membros dos talibã no palácio presidencial, em Cabul, após a tomada de poder no Afeganistão.
Afeganistão. Emirado Islâmico diz querer mulheres no governo
Talibãs afirmaram que "uma amnistia geral foi declarada para todos (...) e que, por isso, todos devem regressar à normalidade, em confiança".

Face à brutalidade e interpretação radical do Islão que marcou o anterior regime, os talibãs têm assegurado aos afegãos que a "vida, propriedade e honra" vão ser respeitadas e que as mulheres poderão estudar e trabalhar.

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