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Autoridade Palestiniana anuncia rutura de "todas as relações" com Israel e EUA
Mundo 2 min. 01.02.2020 Do nosso arquivo online

Autoridade Palestiniana anuncia rutura de "todas as relações" com Israel e EUA

Mahmud Abbas, presidente palestiniano

Autoridade Palestiniana anuncia rutura de "todas as relações" com Israel e EUA

Mahmud Abbas, presidente palestiniano
Foto: AFP
Mundo 2 min. 01.02.2020 Do nosso arquivo online

Autoridade Palestiniana anuncia rutura de "todas as relações" com Israel e EUA

Lusa
Lusa
Presidente palestiniano diz ainda que recusa entrar para a História por "vender Jerusalém".

O presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, anunciou este sábado a rutura de “todas as relações” e compromissos de segurança entre a Autoridade Palestiniana de um lado e Israel e os Estados Unidos do outro.

A posição foi comunicada na sequência de uma reunião extraordinária da Liga Árabe sobre o projeto de paz norte-americano.

“Informamos que não haverá qualquer tipo de relação convosco (israelitas), bem como com os Estados Unidos, incluindo em matéria de segurança, à luz” do plano americano, que é uma “violação dos acordos de Oslo” assinados com Israel em 1993, disse o presidente da Autoridade Palestiniana, no Cairo.

Abbas, que afirmou ter transmitido a mensagem ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, apelou ao Estado hebreu para “assumir as responsabilidades como potência ocupante” dos territórios palestinianos.

Os palestinianos “têm o direito de continuar a luta legítima pelos meios pacíficos para pôr fim à ocupação”, acrescentou.

O plano norte-americano, divulgado na terça-feira por Donald Trump, e que prevê a anexação de partes da Cisjordânia ocupada por Israel, suscitou a aprovação de muitos israelitas, mas provocou a cólera dos palestinianos.

Entre os vários pontos sensíveis do projeto figura a anexação por Israel dos colonatos que implantou na Cisjordânia ocupada desde 1967, em particular no vale do Jordão, que deverá tornar-se a fronteira oriental de Israel.

Os colonatos israelitas instalados nos territórios palestinianos ocupados por Israel desde 1967 são considerados ilegais pela ONU e grande parte da comunidade internacional vê neles um obstáculo maior à paz.

Se a colonização da Cisjordânia ocupada por Israel é prosseguida por todos os governos de israelitas desde 1967, o processo acelerou-se nos últimos anos, impulsionado por Netanyahu.

O líder palestiniano, Mahmud Abbas, assegurou também que não ficará na História por “vender Jerusalém”.

No Cairo, Abbas afirmou: “Não vou gravar (o meu nome) na minha história e na história da minha pátria como o que vendeu Jerusalém, porque Jerusalém não é minha, mas de todos”.

No plano de paz desenhado pela Casa Branca, a Cidade Santa é reconhecida como capital unida de Israel, apesar de Donald Trump ter explicado que os palestinianos podem estabelecer a capital do seu futuro estado nas imediações orientais da urbe, o que Abbas rejeitou categoricamente.

O presidente palestiniano advertiu que o plano só lhes concede a zona de Abu Dis, um bairro deprimido no Leste de Jerusalém, a não toda a parte oriental da cidade, ocupada em 1967 e anexada em 1980 por Israel.



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