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Autoproclamado Presidente da Venezuela convoca manifestação nacional e internacional para sábado

Autoproclamado Presidente da Venezuela convoca manifestação nacional e internacional para sábado

Foto: AFP
Mundo 2 min. 28.01.2019

Autoproclamado Presidente da Venezuela convoca manifestação nacional e internacional para sábado

O autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, convocou para sábado uma grande manifestação nacional e internacional de apoio à União Europeia e ao ultimato dado ao Presidente Nicolás Maduro para convocar eleições livres no país.

"No sábado, grande mobilização nacional e internacional. Estaremos nas ruas de toda a Venezuela e em todo o mundo, para acompanhar, apoiar a União Europeia e o ultimato que deu", disse este domingo.

Juan Guaidó publicou um vídeo na rede social Twitter, no qual convocou também os venezuelanos a realizarem ações de protesto na quarta-feira, 30 de janeiro, nos escritórios, casas, postos de trabalho e transporte público.

Guaidó começou a sua intervenção fazendo um balanço das ações realizadas pela oposição e fazendo referência aos países que já lhe manifestaram apoio.

"Usamos este meio porque sabemos que proibiram rádios e canais [de televisão] de dizer o meu nome. Eu lembro a Nicolás Maduro que quem tem medo do nome também tem medo das ideias e da força que o povo da Venezuela está a imprimir neste processo", argumentou.

Guaidó referiu ter participado numa missa, para orar pelos venezuelanos, pelo sacrifício dos jovens sobre quem, de maneira ingrata e desnecessária, as Forças de Ações Especiais (FAES) atentaram nos dias mais recentes.

"Quero que saibam que não vai ser em vão o sacrifício e o esforço dos nossos jovens nas ruas. O mundo tem visto de maneira muito clara e transparente que as nossas manifestações têm sido massivas, contundentes e pacíficas", disse.

Segundo Guaidó, o FAES "está fora da Constituição" e por isso pediu que seja investigado, de imediato, os nomes dos funcionários daquele organismo, juízes e procuradores que se têm prestado a ataques ao povo, inclusive em zonas humildes.

Por outro lado, instou os venezuelanos a passarem a mensagem sobre a Lei de Amnistia às Forças Armadas e a exigirem a entrada de ajuda humanitária no país, de alimentos e medicamentos.

Guaidó explicou que, ao contrário do anunciado, o pessoal dos consulados venezuelanos nos EUA "não aceitou a chantagem de regressar" e que o da embaixada norte-americana continua em Caracas.

O autoproclamado Presidente pediu à comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, "que não demore a sua visita à Venezuela" para que possa observar "a constante violação dos direitos humanos" no país.

Anunciou ainda que estão a ser enviadas comunicações formais a todos os países para proteger os ativos venezuelanos e impedir que continuem a saquear e a roubar os recursos da Venezuela.

No domingo, após uma missa em Chacao (leste de Caracas), Juan Guaidó enviou uma mensagem aos militares para que deixem de agredir os venezuelanos.

SM / Lusa


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