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Austrália. Casos de covid-19 disparam em Melbourne apesar de confinamento
Mundo 3 min. 17.07.2020

Austrália. Casos de covid-19 disparam em Melbourne apesar de confinamento

Austrália. Casos de covid-19 disparam em Melbourne apesar de confinamento

Foto: AFP
Mundo 3 min. 17.07.2020

Austrália. Casos de covid-19 disparam em Melbourne apesar de confinamento

País já entrou na estação fria e poderá estar já na segunda vaga de contágios, que muitos especialistas antecipam que possa coincidir com a chegada do outono e com a gripe sazonal.

Melbourne, a segunda cidade mais populosa da Austrália, registou 423 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas. 

O número representa um novo máximo desde final de março, apesar da reintrodução do confinamento há mais de uma semana, e é superior ao total diário registado no país, desde a mesma altura.

Além dos casos contabilizados na metrópole de cinco milhões de habitantes, as autoridades do estado de Victoria, do qual Melbourne é a capital, registaram mais cinco infeções em zonas rurais.

"Não superámos a crise, pelo contrário", disse o responsável da Saúde de Victoria, Brett Sutton.

Embora o país tivesse anunciado que conseguiu controlar a epidemia, Melbourne tem assistido a um ressurgimento de casos desde meados de junho.


Covid 19. Os novos casos vão "duplicar a cada sete dias". Estamos na "segunda vaga"
O "crescimento exponencial" das novas infeções no país confere que a "segunda vaga" da epidemia já chegou ao Luxemburgo, indica um novo relatório da task force Covid. O Contacto falou com um dos autores.

Esta nova vaga de contágios é atribuída a violações das regras nos hotéis em que os viajantes que regressavam do estrangeiro se encontravam de quarentena.

Em 08 de julho, a segunda cidade mais populosa do país foi colocada novamente em confinamento, durante seis semanas, após o fracasso das medidas para evitar a propagação do vírus.

"Esperamos que os números se estabilizem na próxima semana", disse Sutton.

Os estados australianos vizinhos fecharam as fronteiras para impedir a propagação do vírus, mas há casos de transmissão local. Em Sidney, no estado de Nova Gales do Sul, um residente infetado de Melbourne que esteve num bar da cidade contagiou pelo menos mais 42 pessoas.

Com uma população de 25 milhões de habitantes, a Austrália registou cerca de 11 mil casos do novo coronavírus e 116 mortes desde o início da pandemia.

Austrália a enfrentar segunda vaga?

Os novos surtos e ressurgimentos de casos têm acontecido um pouco por todo o mundo, à medida que os países vão saindo do confinamento e abrindo a economia, e muitos começam a recuar a introduzir novamente restrições e a reconfinar algumas regiões.

Apesar disso, no hemisfério norte os especialistas têm sido reticentes em considerar que se trata de uma "segunda vaga" de contágios da pandemia, apontando a possibilidade de esta ocorrer a partir de outubro, com a mudança de estação e a chegada do tempo mais frio. 


Ministra da Saúde confirma “segunda vaga” no Luxemburgo
Paulette Lenert acrescentou ainda que o Governo vai avaliar no domingo a situação, e decidir que medidas tomar para limitar a propagação do novo coronavírus no Grão-Ducado.

O Luxemburgo parece ser, até ao momento, o único país europeu que o assume, com a ministra da Saúde a dizer, em entrevista à RTL, que o Grão-Ducado já está numa segunda vaga, embora admita que ainda não é possível definir a gravidade da mesma. 

No entanto, é na Austrália que os olhos das autoridades de saúde do hemisfério norte têm estado concentrados para perceber como poderá ser uma "segunda vaga" de covid-19 que coincida com a época da gripe sazonal, que ressurge no outono e no inverno.

Esta quarta-feira, a diretora-geral da Saúde de Portugal, Graça Freitas, afirmou que, tal como é feito com outras doenças sazonais, os países do hemisfério norte estão a observar o que acontece no sul para antecipar o que aí vem.

“O grande país de observação é a Austrália, porque é um país desenvolvido em termos de saúde e dos estudos que faz.” Lá o inverno começou há pouco tempo e o que se vê até agora é que, depois de um abrandamento de novos casos, o país “está a apresentar uma segunda onda que parece ser simétrica à primeira”, explicou Graça Freitas.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 585 mil mortos e infetou mais de 13,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência de notícias France Presse (AFP).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

Com agências

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