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Aumentam as falsificações de certificados covid, um crime fácil e muito rentável
Mundo 4 min. 05.08.2021
França

Aumentam as falsificações de certificados covid, um crime fácil e muito rentável

França

Aumentam as falsificações de certificados covid, um crime fácil e muito rentável

Mundo 4 min. 05.08.2021
França

Aumentam as falsificações de certificados covid, um crime fácil e muito rentável

A polícia francesa tem apanhado vários falsificadores deste documento precioso, na maioria mulheres funcionárias de centros de vacinação e hospitais com acesso facilitado a este crime, que rende milhares de euros.

A ocasião faz o ladrão, neste caso, o falsificador. Vários funcionários de centros de vacinação e hospitais franceses têm sido apanhados a falsificar e vender certificados covid, um crime de acesso supostamente fácil para estes trabalhadores e que rende muito dinheiro. Cada passe sanitário falso chega a ser vendido por 400 euros, ou mais.

As autoras das fraudes são na grande maioria mulheres, pelo menos, nas detenções mais anunciadas e divulgadas pela polícia francesa nas últimas semanas.

A “moda” das falsificações e venda destes documentos está a pegar desde que o Governo francês anunciou, a 12 julho, a obrigação dos residentes apresentarem um passe sanitário para quase todos os locais públicos, a partir de 9 de agosto.  As autoridades francesas intensificaram a vigilância e têm desmantelado várias redes de tráfico de falsificação de certificados e de QR code, o código de barras pessoal e intransmissível que comprova, sobretudo que a pessoa está vacinada.

Na véspera deste polémico anúncio de Emmanuel Macron, as pesquisas no Google por “certificado falso” não passavam da meia centena, aumentando para mais de 4.000 na manhã a seguir ao discurso do presidente, noticiou o Le Figaro. Do mesmo modo, aumentaram também as ofertas deste precioso documento falsificado nas redes sociais. Na dark web, há propostas de venda destes documentos falsos a 400 euros, contou um analista de segurança cibernética ao Le Figaro. 


Francesa falsificou 200 certificados vacinação. Vai um ano para a prisão
Em França, uma funcionária da segurança social foi condenada a pena de prisão de 18 meses, dos quais terá de cumprir 12, por ter gerado 200 códigos QR falsos para os vender como certificados de vacinação da Covid-19. Vendia cada documento a 200 euros.

Um ano de prisão

Nem a condenação a um ano de prisão efetiva de uma funcionária contratada do centro de vacinação de Saint-Dennis que falsificou mais de 200 QR Codes e os vendia no Snapchat, a 200 euros cada, na semana passada, demoveu novos autores desta fraude.

A mulher foi condenada a 18 meses de prisão, seis dos quais em prisão domiciliária, e a pagar uma multa de 10 mil euros. Nas buscas em sua casa, a polícia encontrou “20 certificados” falsos e cerca de 7.000 euros. Mesmo com este novo crime a dar prisão efetiva, as autoridades francesas que intensificaram as ações de vigilância já realizaram mais detenções.

Esta quinta-feira à tarde, a simples pesquisa de “certificado covid falso” no Google, apresenta mais de 3.200 milhões de buscas.

Pelo país sucedem-se os desmantelamentos destes esquemas fraudulentos, em Paris, Bordéus, Agen, Grenoble, Lyon ou Villepinte.


Portugal. Apanhados 15 viajantes com testes falsos à covid a tentar passar a fronteira perto de Chaves
Os cidadãos de nacionalidade portuguesa e estrangeira a trabalhar em vários países europeus viajavam numa única viatura e tentaram entrar em Portugal com testes falsificados, informa o SEF. Todos vão a tribunal.

Quem são os falsificadores?

O crime atrai sobretudo quem tem meios facilitados para as falsificações, com acesso informático à criação de certificados de vacinação ou QR Codes.

Uma enfermeira e uma secretária administrativa de um centro hospitalar de Agen, estão agora a braços com a justiça por falsificarem passes sanitários e testes PCR para dar aos seus familiares, noticiou o La Dépêche, citado pelo Le Figaro. As suspeitas vão a tribunal em setembro.

Duas jovens de 18 e 20 anos, trabalhadoras temporárias no centro de vacinação de Bordéus foram colocadas sob custódia policial por falsificarem certificados covid em papel e formato digital. Os documentos falsos foram vendidos por vários valores, desde 50 euros a 300 euros cada documento. Uma das jovens chegou a ganhar cerca de 1000 euros pela venda de 10 certificados falsificados, contou ao Le Figaro Céline Plumail, comissária do departamento de Girone, responsável pela investigação.  

Uma das mulheres agora sob custódia, atendia ao público e a outra cúmplice era funcionária administrativa deste grande centro de vacinação de Bordéus. Segundo o diário francês as suspeitas foram apanhadas por colegas a redigir certificados de vacinação sem estar a atender nenhum utente.

Nas suas casas os agentes policiais descobriram certificados falsos e dinheiro. Estão ambas acusadas de “corrupção passiva” e de “falsificação de documentos administrativos de pessoa encarregada por uma missão de serviço público”.

Compra também é punida

O Ministério Público investiga agora os compradores destes certificados falsos que serão também acusados por “uso de documento falso”, que no caso de ser emitido por um serviço público pode ser punido com penas até cinco anos de prisão e multas até 75 mil euros, descreve a France Bleu.

Já em junho deste ano, antes dos anúncios de extensão de passe sanitário aos locais públicos que estão a levar milhares de residentes às ruas de diversas cidades de França em protesto, uma enfermeira contratada do centro de vacinação de Sainte-Anne, em Paris, foi descoberta a falsificar QR codes para pessoas que conhecia e que ali se dirigiam para ela supostamente as vacinar. Mas não só não administrava as vacinas como entregada o QR code falso ao “utente”.


576 passageiros apanhados com testes covid falsos no aeroporto de Bruxelas
Adeus viagem e 750 euros para não ir a tribunal. Foi o que pagou a mais de meia centena de passageiros que apresentou um teste PCR negativo falso para tentar viajar para o estrangeiro entre 19 abril e 11 de junho, no aeroporto de Bruxelas.

Não é só em França que esta nova fraude ganha terreno. Por toda a Europa, a polícia têm descoberto e desmantelado redes de tráfico de certificados covid e falsificadores. A Europol já lançou vários alertas sobre o crescimento deste negócio fraudulento em tempos de pandemia.

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