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Atentados em Paris: Salah Abdeslam é o homem mais procurado do momento
Mundo 2 5 min. 18.11.2015 Do nosso arquivo online

Atentados em Paris: Salah Abdeslam é o homem mais procurado do momento

Abdeslam Salah, 26 anos, nasceu na Bélgica, mas tem nacionalidade francesa. Vivia em Molenbeek, em Bruxelas. Terá coordenado a parte logística dos atentados

Atentados em Paris: Salah Abdeslam é o homem mais procurado do momento

Abdeslam Salah, 26 anos, nasceu na Bélgica, mas tem nacionalidade francesa. Vivia em Molenbeek, em Bruxelas. Terá coordenado a parte logística dos atentados
AFP
Mundo 2 5 min. 18.11.2015 Do nosso arquivo online

Atentados em Paris: Salah Abdeslam é o homem mais procurado do momento

Ao quinto dia após os piores atentados em França, a polícia ainda não sabe explicar por que razão Salah Abdeslam não se explodiu. Medo de morrer? A família, originária de Marrocos, diz que não sabe. O irmão, Brahim Abdeslam, fez-se explodir no Boulevard Voltaire. Um outro irmão, Mohamed, garante que desconhece a localização do irmão Salah.

Ao quinto dia após os piores atentados em França, a polícia ainda não sabe explicar por que razão Salah Abdeslam não se explodiu. Medo de morrer? A família, originária de Marrocos, diz que não sabe. O irmão, Brahim Abdeslam, fez-se explodir no Boulevard Voltaire. Um outro irmão, Mohamed, garante que desconhece a localização do irmão Salah.

Na segunda-feira a polícia descobriu mais um carro que terá sido utilizado para preparar os atentados, no mesmo dia em que localizou dois esconderijos: dois quartos alugados em nome de Salah Abdeslam. Esta terça-feira, a polícia belga emitiu um novo apelo para que a população ajude a encontrar o irmão terrorista que sobreviveu aos atentados.

Salah Abdeslam é o único atacante que sobreviveu aos atentados de Paris, e é, de momento, a par de Abdelhamid Abaaoud, o homem mais procurado em França e na Bélgica. O alegado terrorista foi alvo de um mandado de captura internacional em que é descrito como “uma pessoa perigosa, que mede 1,75 metros e tem olhos castanhos”.

Salah Abdeslam foi o homem que alugou o carro que levou os terroristas dos atentados de Paris ao Bataclan, na passada sexta-feira, onde morreram 89 pessoas.

Ismael Mostefai, o francês filho de uma emigrante portuguesa, que se suicidou com explosivos no Bataclan, frequentava a mesquita de Luce, perto de Chartres, em França, aqui na foto
Ismael Mostefai, o francês filho de uma emigrante portuguesa, que se suicidou com explosivos no Bataclan, frequentava a mesquita de Luce, perto de Chartres, em França, aqui na foto
AFP

Ontem de manhã, a polícia belga voltou a lançar um apelo para que a população ajude a localizar Salah Abdeslam, que está sob mandado de captura internacional por suposto envolvimento nos atentados em Paris.

“Quem pode ajudar? Quem o viu, ou sabe onde ele está?”, pergunta a polícia na sua conta oficial do Twitter, onde publica também todas as informações disponíveis sobre Abdeslam. A polícia recorda que Abdeslam é uma pessoa “extremamente perigosa”, por isso as autoridades aconselham, mais uma vez: “Não intervenha por si”.

Depois dos atentados, Abdeslam foi mandado parar pela polícia francesa, perto da fronteira belga. Abdeslam estava acompanhado de outras duas pessoas. Os agentes deixaram-no escapar, porque o homem não estava referenciado pela polícia francesa.

Entretanto, cinco dos sete bombistas suicidas que se fizeram explodir na sexta-feira em Paris já foram identificados pelas autoridades, confirmando-se que quatro tinham nacionalidade francesa e combateram na Síria.

Omar Ismael Mostefai, de 29 anos, era um delinquente francês, filho de mãe portuguesa e pai argelino. Nasceu em Courcouronnes, um bairro dos arredores de Paris, e foi condenado oito vezes entre 2004 e 2010 por pequenos delitos, nunca tendo cumprido penas de prisão.

Segundo a France Presse, foi referenciado por “radicalismo” em 2010 mas nunca tinha sido “implicado” em qualquer processo judicial relativo a terrorismo.

O terrorista do grupo que se auto-intitula Estado Islâmico (EI) era membro de uma família de seis irmãos e tinha uma filha, mas segundo as informações recolhidas pela France Presse, não mantinha relações com os familiares. Segundo fontes policiais, Mostefai esteve na Síria em 2014.

A mãe de Mostefai terá saído de Póvoa de Lanhoso, em Braga, quando ainda era criança, e converteu-se à religião muçulmana. O DN diz que a mãe do terrorista não voltou a visitar Portugal.

Samy Amimour, um outro atacante suicida que se fez explodir no Bataclan, tinha 28 anos e era natural de Paris.

Segundo as autoridades francesas, Amimour foi acusado, em Outubro de 2012, de associação criminosa por estar relacionado com um plano de combate no Iémen, que não se concretizou.

Amimour, descrito pela família como tímido desde a infância, esteve na Síria, onde se manteve até ao Verão de 2014, onde se casou.

Pelo menos 39 pessoas foram mortas a tiro, atingidas pelos disparos das espingardas de assalto dos atacantes, quando se encontravam sentadas nas esplanadas dos bares e restaurantes.

Brahim Abdeslam, de 31 anos, francês, residente na Bélgica, e irmão de Salah Abdeslam, fazia parte da equipa de atiradores, tendo depois detonado as cargas explosivas que trazia consigo, junto à Praça da República.

Por outro lado, Brahim era proprietário do carro, também com matrícula da Bélgica, que se encontrava estacionado em Montreuil, Paris, e que tinha na mala três espingardas de assalto ‘kalachnikov’ e onze carregadores, cinco dos quais carregados de munições.

Cerca de dez minutos antes, às 21h20, três jihadistas fizeram-se explodir junto ao Estádio de França. Entre eles estava Bilal Hadfi, francês de 20 anos residente na Bélgica, que também combateu na Síria.

Um outro atacante suicida foi identificado como Ahmad al-Mohammad, com 25 anos, nascido em Idlib, na Síria, que teria entrado na Europa pela Grécia como refugiado. Agora sabe-se que o passaporte era falsificado e a identidade é falsa: o nome é o de um soldado morto na Síria há meses.

Abdelhamid Abaaoud: o cérebro dos atentados, segundo as secretas francesas
Abdelhamid Abaaoud: o cérebro dos atentados, segundo as secretas francesas
AFP

ABDELHAMID ABAAOUD: O CÉREBRO NA SÍRIA

O belga Abdelhamid Abaaoud é apontado como sendo o autor moral dos seis ataques ocorridos em Paris, que causaram 129 mortos.

O jovem belga natural de Molenbeek, em Bruxelas, deverá estar nesta altura na Síria, de acordo com as autoridades.

Abdelhamid Abaaoud terá estado por detrás do ataque frustrado num TGV, entre Amesterdão e Paris, no passado dia 21 de Agosto.

Abdelhamid Abaaoud integrava a lista de suspeitos das autoridades francesas, juntamente com Ibrahim Abdeslam, que perpetrou o ataque no café parisiense Comptoir Voltaire, suicidando-se em seguida.

Nascido na Bélgica, filho de imigrantes marroquinos, começou no pequeno crime – esteve preso com Salah Abdeslam – antes de se virar para a religião.

Radicalizou-se ao ponto de ter convencido o irmão, de 13 anos, a juntar-se a ele na Síria. Subiu nas fileiras do EI e tornou-se um dos principais comandantes operacionais.

Abdelhamid Abaaoud está por trás da maior parte dos atentados recentes na Europa. Além do ataque falhado ao comboio Thalys, esteve ligado ao atentado no Museu Judaico de Bruxelas, à célula desmantelada em Vérviers, na Bélgica, dias após o ataque ao ‘Charlie Hebdo’, e ao ataque falhado a uma igreja em Villejuif, em França.

Em Agosto, um jihadista francês capturado ao regressar da Síria confessou trazer instruções de Abaaoud para atacar uma sala de concertos de rock.

DM c/agências


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