Escolha as suas informações

Ataques no Sri Lanka. “O nosso taxista disse que tinha havido uma bomba numa igreja”

Ataques no Sri Lanka. “O nosso taxista disse que tinha havido uma bomba numa igreja”

Foto: AFP
Mundo 2 min. 21.04.2019

Ataques no Sri Lanka. “O nosso taxista disse que tinha havido uma bomba numa igreja”

O Contacto falou com Marco Santos, um português residente no Luxemburgo, que aterrou hoje no aeroporto de Colombo, à hora das primeiras explosões.

Marco Santos chegou hoje ao aeroporto de Colombo, capital do Sri Lanka, por volta das 08 horas da manhã locais, mais ou menos à mesma hora em que ocorreram as primeiras explosões. Mas só quando chegou ao hotel percebeu a dimensão do que tinha acontecido.

Depois de várias tentativas, porque as comunicações são difíceis, o Contacto conseguiu falar com Marco Santos. O testemunho acabou por chegar por escrito numa mensagem de telemóvel, já que as chamadas não são possíveis.

“Reservámos um Uber, que não veio, esperámos mais de 30 minutos, talvez já devido aos atentados”. A solução acabou por ser um táxi com direção a Colombo. Durante o trajeto, Marco diz ter ouvido muitas ambulâncias, “mas nada de excecional para uma capital”. Foi apenas quando o taxista mudou de itinerário que soube de uma explosão: “o taxista teve de ir por um outro itinerário, porque os militares tinham fechado um bairro”, afirma.

“O nosso taxista disse que tinha havido uma bomba numa igreja, mas disse-o com um ar ligeiro e nós pensámos que era uma coisa ligeira”, explica.

Foi quando chegaram ao hotel que perceberam a dimensão das explosões. “O nosso guia dos próximos dias telefonou e explicou, então, a gravidade da situação. Pediu-nos que não saíssemos do hotel porque era perigoso”.

Marco começou, então, a procurar na Internet e a ver a televisão local, para perceber o que tinha acontecido.

O seu hotel fica a cerca de três quilómetros de um dos hotéis atingidos, o Shangri-la, mas apesar disso, Marco afirma que quando fez o check-in “ninguém disse nada e não havia medidas excecionais de segurança”. As informações acabam por circular mais entre turistas do que através do hotel. Na cidade, o ambiente é “pesado”, mas “quase não ouvimos polícia ou outras situações de emergência”. Marco Santos está agora no hotel em recolher obrigatório.

Hoje ocorreram oito explosões no Sri Lanka que fizeram mais de 200 mortos, um dos quais de nacionalidade portuguesa. A capital, Colombo, foi alvo de pelo menos cinco explosões: em quatro hotéis de luxo e uma igreja.

Duas outras igrejas foram também alvo de explosões, uma em Negombo, a norte da capital e onde há uma forte presença católica, e outra ao leste do país.

A oitava e última explosão, até ao momento, teve lugar num complexo de vivendas na zona de Dermatagoda.

Paula Cravina de Sousa


Notícias relacionadas