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Ataque em Nice foi ato de terrorismo islâmico, diz Macron
Mundo 6 3 min. 29.10.2020

Ataque em Nice foi ato de terrorismo islâmico, diz Macron

Ataque em Nice foi ato de terrorismo islâmico, diz Macron

AFP
Mundo 6 3 min. 29.10.2020

Ataque em Nice foi ato de terrorismo islâmico, diz Macron

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Presidente francês anunciou reforço dispositivo militar para proteger o país. Chefes de estado da UE condenaram o ataque.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, qualificou como “um ataque terrorista islâmico” o atentado ocorrido hoje de manhã numa igreja em Nice (sul) que provocou três mortes e anunciou um aumento do dispositivo militar para proteger o país.

“Não cederemos mais”, afirmou Macron, numa declaração no local do atentado, em que anunciou também que o dispositivo militar de segurança passará de 3.000 para 7.000 soldados no país.

Aumento presença militar

O aumento da presença militar no país “permitirá proteger os locais de culto” durante as festividades do Dia de Todos os Santos, celebrado com feriado (01 de novembro), e as escolas, na sequência do regresso às aulas após as férias de outono, que ocorrerá a partir da próxima semana, acrescentou o Presidente francês.

Nos últimos dias têm-se multiplicado reações do mundo muçulmano contra a França e o seu Presidente, depois de Macron ter declarado que continuaria a defender a liberdade de expressão, incluindo a publicação de caricaturas, durante uma homenagem nacional a um professor.

No passado dia 16, o professor Samuel Paty foi decapitado na região parisiense depois de ter mostrado caricaturas de Maomé numa aula sobre liberdade de expressão.

AFP

Países da UE condenam ataque de Nice

O ataque de Nice foi já condenado pelos chefes de Estado e de Governo da União Europeia que apelaram “aos dirigentes do mundo inteiro” que trabalhem “no diálogo e compreensão entre as comunidades e religião, e não na divisão”.

Reunidos numa cimeira por videoconferência para discutir a resposta europeia à segunda vaga da pandemia da covid-19, os 27 adotaram no início dos trabalhos uma declaração conjunta, na qual condenam “nos termos mais veementes” o ataque no interior de uma igreja católica em Nice, sudeste de França, em que um homem armado com uma arma branca matou três pessoas.

“Nós, dirigentes europeus, estamos chocados e entristecidos com os ataques terroristas em França. Condenamos nos termos mais veementes estes ataques, que representam ataques aos nossos valores comuns”, começam por afirmar na declaração conjunta os membros do Conselho Europeu.

27 unidos na solidariedade

Os 27 dizem-se “unidos e firmes na solidariedade com França, o povo francês e o seu Governo” e “no combate comum e contínuo contra o terrorismo e extremismo violento”.

Os chefes de Estado e de Governo da UE, entre os quais o primeiro-ministro António Costa, terminam a declaração com o apelo aos líderes mundiais no sentido de cultivarem o diálogo, "e não a divisão".

O Governo português já reagira ao ataque, através de um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, no qual manifestava a sua “profunda consternação”, reiterando a sua “condenação veemente” da violência e compromisso na luta contra extremismos.

“O Governo português reitera a sua condenação veemente de todas as formas de violência e reitera o seu compromisso com o combate ao extremismo, ao racismo, ao ódio e à intolerância em geral”, declara.

Evocando a “amizade fraterna que une os dois povos”, o Governo expressa ainda “as suas mais sentidas condolências às famílias das vítimas” e “reafirma a sua solidariedade para com o Governo de França”.

Portugal solidário com França

Também António Costa já tinha reagido ao ataque através do Twitter, onde manifestou solidariedade com França e considerou que o ocorrido reforça a determinação numa Europa unida contra o ódio.

"Estamos solidários com a França. O terrível ataque na Catedral de Nice reforça a nossa determinação em manter a Europa unida contra o ódio, na defesa da liberdade e da tolerância", escreveu António Costa na sua conta pessoal na rede social Twitter.

Os líderes das instituições europeias – o presidente do Conselho, Charles Michel, a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, e o presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, também já haviam condenado o que classificaram como um “ataque abominável”.

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