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Assinaturas falsas e de pessoas já mortas na lista para formação do novo partido de Bolsonaro
Mundo 2 min. 14.07.2020

Assinaturas falsas e de pessoas já mortas na lista para formação do novo partido de Bolsonaro

Assinaturas falsas e de pessoas já mortas na lista para formação do novo partido de Bolsonaro

Foto: Sebastian Beltran Gaete/Agencia
Mundo 2 min. 14.07.2020

Assinaturas falsas e de pessoas já mortas na lista para formação do novo partido de Bolsonaro

A justiça eleitoral brasileira detetou várias irregularidades no processo de formalização do partido Aliança pelo Brasil, o novo partido do presidente brasileiro, tendo apenas confirmado como válidas, até ao momento, 3,2% das assinaturas entregues.

Assinaturas falsas ou de pessoas que já morreram, eleitores inexistentes são algumas das irregularidades que a justiça eleitoral brasileira detetou no processo de formalização do novo partido do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.

Até ao momento apenas 3,2% das assinaturas entregues para constituir o partido Aliança pelo Brasil foram consideradas válidas.

Das 492.000 assinaturas de eleitores necessárias para a formalização da nova força política, só cerca de 16.000 foram aceites, enquanto mais de 25.000 foram rejeitadas por registarem irregularidades, segundo avança a agência espanhola Efe, citando dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil.  


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A criação do partido Aliança pelo Brasil foi anunciada pelo chefe de Estado brasileiro no final do ano passado, quando se desvinculou do Partido Social Liberal (PSL) - pelo qual foi eleito nas presidenciais de 2018 -, após divergências.

Para ser formalizada como um partido, tem de ter assinaturas comprovadas de um mínimo de 492.000 eleitores em pelo menos nove das 27 unidades federativas do país. Porém, desde que surgiu como uma opção política para os apoiantes de Bolsonaro que esta nova formação tem somado irregularidades ao longo do processo para se tornar oficial.

De acordo com os dados fornecidos à Efe pelo TSE, a Aliança pelo Brasil recebeu 139.955 assinaturas, das quais apenas 15.721 foram consideradas aptas. Outras 25.386 foram rejeitadas devido a uma extensa série de irregularidades - que incluem assinaturas de pessoas que já morreram, eleitores inexistentes, assinaturas falsas e eleitores afiliados a outros partidos. Há ainda 98.873 assinaturas em fase de verificação, pelo que não foram, para já, contabilizadas.


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Segundo a legislação brasileira, a validade das assinaturas expira após dois anos, o que significa que a Aliança pelo Brasil tem até ao início de dezembro de 2021 para obter e validar o apoio necessário.

Depois de obter a aprovação das 492.000 assinaturas necessárias, o partido entra na etapa de debate com opositores, um processo que pode ser longo.

Terminadas as etapas, a palavra final ficará a cargo do Tribunal Superior Eleitoral, composto por sete juízes.

Mais polémicas com o novo partido

A situação torna-se complexa para a formação política que pretende reunir o chamado 'bolsonarismo' no Brasil, porque, além da corrida que tem contra o tempo para cumprir as formalidades e "nascer" oficialmente, já está na mira da Justiça.

Em causa estão duas investigações contra alguns dos seus membros por suspeitas de realização de atos e manifestações que o Ministério Público descreveu como "antidemocráticas", e pela alegada disseminação de ameaças e mentiras na internet contra membros do Supremo Tribunal Federal.

Ambas as investigações prosseguem em paralelo e uma aponta para alguns membros da liderança do partido, como o vice-presidente, Luis Felipe Belmonte, e para o responsável pela publicidade, Sergio Lima, além de 11 parlamentares.

 Com agências

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