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Capitólio. "Este preto votou em Biden", foi um dos insultos ouvido por um dos agentes
Mundo 28.07.2021
Assalto ao Capitólio

Capitólio. "Este preto votou em Biden", foi um dos insultos ouvido por um dos agentes

Assalto ao Capitólio

Capitólio. "Este preto votou em Biden", foi um dos insultos ouvido por um dos agentes

Foto: AFP
Mundo 28.07.2021
Assalto ao Capitólio

Capitólio. "Este preto votou em Biden", foi um dos insultos ouvido por um dos agentes

A comissão de inquérito do Congresso norte-americano ao assalto ao Capitólio em janeiro deste ano por grupos republicanos e de extrema-direita começou na terça-feira com testemunhos fortes de quatro agentes que foram agredidos.

Um dos relatos mais duros foi o do sargento Aquilino Gonell, do corpo que protege as duas câmaras, que prometeu impedir o boicote à proclamação eleitoral de Joe Biden. "É assim que eu vou morrer, defendendo esta entrada", pensou na altura, recordou Gonell. 

"Nunca na minha vida me chamaram preto com este uniforme", denunciou, por sua vez, o agente Harry Dunn. À sua frente, um grupo de sete congressistas democratas e dois republicanos ouviam os relatos. "Este preto votou em Biden", disse uma mulher. "Preto de merda", insultou outro manifestante.


EUA. Manifestantes pró-Trump invadem capitólio
Sessão no Congresso foi suspensa por questões de segurança.

O número oficial de agentes feridos nesse dia foi de 140. Cinco pessoas morreram, incluindo o agente da polícia Brian Sicknick, embora tenha sido determinado em abril passado que se devia a um AVC não relacionado com os ataques.

Na véspera da votação, uma multidão de apoiantes do Trump reuniu-se em Washington para protestar contra a ratificação dos resultados eleitorais, convencidos de que as eleições tinham sido alvo de fraude. O então ainda Presidente norte-americano encorajou o protesto e a marcha até ao Capitólio. Depois, uma multidão de cerca de 800 pessoas invadiu a sessão e forçou o seu adiamento.  


EUA. Vários polícias feridos nos motins que levaram à invasão do Capitólio
Os motins foram provocados por centenas de manifestantes pró-Trump, que assistiam a um comício do presidente cessante, durante o qual este reiterou que não aceitava a derrota nas eleições.

"Foi como uma batalha medieval. Lutámos mão a mão, centímetro a centímetro para evitar a invasão", recordou o sargento Gonell. Já o agente Michael Fanone descreveu como os manifestantes o espancaram e agarraram enquanto o chamavam de "traidor" ao país. 

"Há uma tentativa contínua e desconcertante de ignorar ou tentar destruir a verdade do que aconteceu naquele dia e de adulterar os factos", afirmou Gonell. Foi "um ataque à nossa democracia por extremistas domésticos".

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