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Argentinos vão às urnas divididos entre macrismo e kirchnerismo
Mundo 24.10.2019 Do nosso arquivo online

Argentinos vão às urnas divididos entre macrismo e kirchnerismo

Argentinos vão às urnas divididos entre macrismo e kirchnerismo

Foto: AFP
Mundo 24.10.2019 Do nosso arquivo online

Argentinos vão às urnas divididos entre macrismo e kirchnerismo

Bruno Amaral de Carvalho
Bruno Amaral de Carvalho
No próximo domingo, 33,8 milhões de argentinos vão às urnas para escolher o presidente para dirigir um país que enfrenta uma dura crise económica.

A três dias das eleições presidenciais, o preço de compra do dólar voltou a subir, comportamento habitual de uma economia em crise como a da Argentina. Em setembro, o governo conservador liderado por Maurício Macri foi obrigado a aprovar uma verba de 16,6 milhões de euros para fazer frente à “emergência alimentar” no país. 

Com o mais pesado empréstimo na história do FMI, a Argentina enfrenta agora uma ida às urnas com dois candidatos com caminhos alternativos. São 33,8 milhões de eleitores que devem escolher entre o atual presidente e Alberto Fernández, herdeiro político do kirchnerismo, que governou o país entre 2003 e 2015 através de Néstor Kirchner e da sua mulher, Cristina Fernández, que se candidata a vice-presidente. No domingo, os argentinos vão também eleger uma parte dos deputados do congresso nacional.

Se nenhum dos candidatos reunir pelo menos 45% dos votos válidos ou 40% mais 10 pontos percentuais de vantagem sobre o segundo mais votado, a Argentina volta às urnas para uma segunda volta a 24 de novembro. Se os resultados das eleições primárias se repetissem, Alberto Fernández e Cristina Fernández seriam eleitos na primeira volta. Em agosto deste ano, a candidatura kirchnerista alcançou os 47,8% contra os 31.8% obtidos por Maurício Macri.

Em 2018, a economia argentina entrou num ciclo recessivo com o PIB a cair 2,5% e a inflação a disparar para os 47%. A queda dos dados económicos impactou com força nos níveis de pobreza que subiram para os 35,4% no primeiro trimestre deste ano, o maior índice desde 2001. Também a taxa de desemprego subiu para os 10,6%, os números mais elevados em 13 anos.

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