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Aplausos e lágrimas marcam homenagem a professor assassinado por terrorista em França
Mundo 13 2 min. 21.10.2020

Aplausos e lágrimas marcam homenagem a professor assassinado por terrorista em França

Aplausos e lágrimas marcam homenagem a professor assassinado por terrorista em França

Foto: AFP
Mundo 13 2 min. 21.10.2020

Aplausos e lágrimas marcam homenagem a professor assassinado por terrorista em França

O Presidente Emmanuel Macron discursou na cerimónia fúnebre do professor que foi decapitado, na sexta-feira passada, por um jovem radical islâmico de 18 anos.

Lágrimas e aplausos marcaram a homenagem de Estado a Samuel Paty, o professor que foi decapitado por um terrorista islâmico, um jovem de 18 anos, na passada sexta-feira.

O funeral realizou-se ao final da tarde, na Sorbonne, com honras de Estado, e com a presença do Presidente francês, Emmanuel Macron, que discursou, afirmando que Samuel Paty se tornou o "rosto da República" e da "liberdade", sublinhando que a França "não renunciaria às caricaturas", incluindo as do profeta Maomé, que levaram ao assassinato do professor de 47 anos, que as usou em aulas onde falou sobre a liberdade de expressão.


Milhares de franceses saíram às ruas em homenagem ao professor de história decapitado num atentado islâmico no fim de semana passado.
Várias operações policiais contra membros do movimento islamita em França
Várias operações policiais foram lançadas esta segunda-feira de manhã em França contra "dezenas de indivíduos" envolvidos no movimento islamita.

Durante a cerimónia, o chefe de estado, que alguns minutos antes tinha concedido a Legião de Honra ao professor, assegurou que a "luta pela liberdade" continuará.

Nesse tributo estiveram também 400 convidados, incluindo a família do professor, alunos da escola, e muitos políticos franceses. Outras centenas de pessoas anónimas, incluindo muitos professores, assistiram à homenagem num ecrã gigante, ao pé do qual foram colocadas flores e velas, segundo testemunhou a reportagem da AFP.

Segundo Macron, Samuel Paty foi vítima de uma "conspiração fatal" e do "ódio ao outro".   


O professor foi decapitado na sexta-feira à noite por Abdullakh Anzorov, um jovem de origem chechena de 18 anos, que foi morto a tiro pela polícia. Na origem do crime terá estado o facto de o professor ter mostrado aos seus alunos do oitavo ano os desenhos animados do profeta Maomé durante uma sessão de sensibilização sobre a liberdade de expressão.

De acordo com a AFP, antes de ser abatido pela polícia, o assassino do professor francês divulgou uma mensagem de áudio nas redes sociais em que dizia ter vingado o profeta, após publicar uma fotografia da sua vítima.

A mensagem foi acompanhada por dois ‘tweets’ de Abdoullakh Anzorov, onde revelou ter matado o professor do colégio Bois d'Aulne, em Conflans-Saint- Honorine, a noroeste de Paris.


Jean Asselborn "chocado" com decapitação de professor francês em Conflans
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean Asselborn, mostrou-se "chocado" com a decapitação de um professor, em Conflans, França, este fim de semana.

Pouco depois do assassínio, Abdoullakh Anzorov foi morto a tiro pela polícia, a 200 metros do corpo da sua vítima.

Estudantes deram informações sobre o professor por 300 euros

Hoje, sete pessoas foram presentes ao tribunal de instrução de Paris por ligações ao ato terrorista. Entre elas estão dois estudantes, de 14 e 15 anos, que indicaram ao agressor quem era o professor em troca de dinheiro, afirmou o procurador-geral para o combate ao terrorismo, Jean-François Ricard, numa declaração à imprensa.

O magistrado especificou que o agressor ofereceu entre 300 e 350 euros em troca da informação.

Conspiração e incitamento nas redes sociais

No grupo das sete pessoas presentes em tribunal conta-se também Brahim C., o pai de uma aluna que apelou a uma mobilização contra o professor nas redes sociais.  

A divisão antiterrorista da procuradoria-geral de França defendeu em tribunal a existência de uma relação “direta” entre as críticas nas redes sociais enviadas pelo pai de uma das alunas e o assassínio do professor.

Ao regressar da cerimónia de homenagem ao professor Samuel Paty, Emmanuel Macron foi interrogado por uma professora e admitiu-lhe "não vamos ganhar da noite para o dia", "não vamos mudar a sociedade num dia", antes de prometer: "não vamos desistir". 

com agências 

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