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Ao lado de Merkel, Macron diz que França "precisa" da Alemanha para reformar Europa
Mundo 2 min. 19.01.2018 Do nosso arquivo online
No Eliseu

Ao lado de Merkel, Macron diz que França "precisa" da Alemanha para reformar Europa

No Eliseu

Ao lado de Merkel, Macron diz que França "precisa" da Alemanha para reformar Europa

AFP
Mundo 2 min. 19.01.2018 Do nosso arquivo online
No Eliseu

Ao lado de Merkel, Macron diz que França "precisa" da Alemanha para reformar Europa

O Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou hoje que França "precisa" da Alemanha para reformar a Europa, a dois dias de uma votação crucial para a formação de um governo de coligação entre os conservadores e os social-democratas alemães.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou hoje que França "precisa" da Alemanha para reformar a Europa, a dois dias de uma votação crucial para a formação de um governo de coligação entre os conservadores e os social-democratas alemães.

"O que simplesmente posso dizer é que a ambição [do programa europeu francês] que carregamos não pode ser concretizada sozinha e que precisa de ser conjugada com a ambição alemã", disse o chefe de Estado francês, numa conferência de imprensa conjunta com a chanceler alemã, Angela Merkel, no Eliseu (sede da Presidência francesa).

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Este encontro entre Macron e Merkel, o primeiro desde o anúncio do acordo de princípio firmado pelos conservadores alemães liderados pela chanceler Angela Merkel e pelo Partido Social-Democrata (SPD) de Martin Schulz, esteve centrado no futuro da Europa e nas prioridades de Paris e de Berlim.

As consequências para a política europeia do congresso extraordinário do SPD, que vai referendar no domingo o acordo de princípio alcançado com os conservadores (União Democrata-Cristã - CDU, de Angela Merkel, e o seu aliado bávaro União Social Cristã - CSU) no passado dia 12 de janeiro, dominou as perguntas lançadas pelos jornalistas presentes no Eliseu.

"O meu fervor europeu e a conceção de uma Europa forte não depende da decisão de um outro partido político, embora espere que o SPD dê luz verde para iniciar conversações", declarou Merkel.

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A chanceler alemã frisou, no entanto, que a estabilidade do governo alemão é indispensável para fazer avançar a construção europeia.

"Para agir na Europa, é essencial ter um governo estável na Alemanha", disse a política alemã.

A Alemanha está sem governo desde a realização de eleições gerais naquele país, a 24 de setembro, e Merkel procura cumprir, com o futuro governo de coligação, um quarto mandato.

Macron preferiu não comentar "assuntos de política interna de um país amigo", mas realçou o compromisso europeu manifestado tanto no acordo de princípio como no seio do SPD.

Devido à expectativa em torno das negociações do novo executivo alemão, os dois governantes adotaram uma postura prudente e não deram pormenores sobre as respetivas propostas para o fortalecimento da União Europeia (UE).

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Para Macron, o importante é "saber para onde quer ir" a Europa, porque a partir do momento que esse ponto esteja definido serão encontrados os meios para atingir tal caminho.

O Presidente francês reiterou a sua visão de uma Europa "que protege", "com mais soberania" em matérias como a defesa, novas tecnologias e ambiente.

"Temos de construir a partir das convergências. Sempre construímos assim a Europa", frisou Macron.

Já Angela Merkel deu mais destaque à estabilidade da zona do euro, argumentando que esta "deve estar na vanguarda da competitividade", e às fronteiras da UE, que na sua opinião "não estão protegidas".

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