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Antigo ministro saudita acusa o príncipe herdeiro de o ter mandado matar
Mundo 07.08.2020

Antigo ministro saudita acusa o príncipe herdeiro de o ter mandado matar

Antigo ministro saudita acusa o príncipe herdeiro de o ter mandado matar

Foto: AFP
Mundo 07.08.2020

Antigo ministro saudita acusa o príncipe herdeiro de o ter mandado matar

Redação
Redação
Na denúncia, o antigo governante e ex-responsável da espionagem saudita garante que o herdeiro do trono enviou uma unidade de 50 pessoas para o assassinar no Canadá

O ex-ministro de Estado e responsável da espionagem saudita Saad Al Yabri apresentou na quinta-feira uma queixa judicial, em Washington, contra o príncipe heredeiro do reino, Mohamed bin Salmán, por ter ordenado o seu assassinato. 

O antigo governante acusa o príncipe saudita de ter enviado um grupo de 50 homens, denominado Esquadrão Tigre, para o matar no Canadá, duas semanas depois de ter sido torturado, assassinado e desmembrado o jornalista saudita Jamal Khashoggi, na embaixada desse reino na Turquia, em outubro de 2018.

Segundo a comunicação social nos EUA, membros desse esquadrão também terão participado no assassinato do jornalista turco. A acusação afirma que nesse grupo de alegados assassinos há também médicos forenses especializados em lipar vestígios deste tipo de crimes.

A tentativa de liquidar este ex-governante em solo canadense foi desmantelada pela guarda fronteiriça do Canadá, que suspeitou do comportamento de um grupo no posto de controle de um aeroporto.

Al Yabri garante que o herdeiro do trono saudita pretende conseguir o seu assassinato há mais de três anos. Tendo tentado vários expedientes para isso, como obrigá-lo a regressar à Arábia Saudita. O jornal New York Times lembra que o Governo de Riad pediu à Interpol que detivesse e que procedesse à extradição do ex-governante, devido a uma acusação de corrupção. 

Al Yabri esteve durante muitos anos à frente do Ministério do Interior saudita, tendo sido o responsável máximo da segurança nacional e de luta contra o terrorismo no reino.

No pedido de intervenção da justiça dos EUA afirma-se que "em poucos lugares há tanta informação delicada, humilhante e condenatória do príncipe herdeiro que na mente e memória do Dr. Saad. Tirando, provavelmente, nas gravações que o próprio fez, antecipando as tentativas de ser assassinado".  


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