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António Guterres: Desrespeito pelos direitos humanos "é uma doença" a espalhar-se no mundo
António Guterres, durante a sessão de abertura da 34.ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos, em Genebra, Suíça

António Guterres: Desrespeito pelos direitos humanos "é uma doença" a espalhar-se no mundo

Foto: AFP
António Guterres, durante a sessão de abertura da 34.ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos, em Genebra, Suíça
Mundo 27.02.2017

António Guterres: Desrespeito pelos direitos humanos "é uma doença" a espalhar-se no mundo

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, avisou hoje que o “desrespeito pelos direitos humanos é uma doença” que se está a espalhar pelo mundo e sublinhou que a “prevenção deve ser a prioridade”.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, avisou hoje que o “desrespeito pelos direitos humanos é uma doença” que se está a espalhar pelo mundo e sublinhou que a “prevenção deve ser a prioridade”.

Na sua intervenção na sessão de abertura da 34.ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos (CDH), em Genebra, o líder das Nações Unidas chamou a atenção para a necessidade de proteger, em particular, os direitos das mulheres e das crianças, dos refugiados e migrantes, das minorias, daqueles que defendem os direitos humanos e dos jornalistas.

Guterres sustentou que “o desrespeito pelos direitos humanos é uma doença, que se está a disseminar para o norte, sul, leste e oeste” e o Conselho dos Direitos Humanos “deve ser parte da cura”.

“O nosso mundo está a tornar-se mais perigoso, menos previsível, mais caótico. Multiplicam-se novos conflitos, os antigos nunca desaparecem, e ambos estão mais relacionados com a ameaça de terrorismo global e extremismo violento”, avisou.

“Cada vez mais, vemos violações de direitos humanos como sinais de crises. Vemos abusos cometidos por extremistas. As violações de direitos económicos, como fortes desigualdades entre Estados, são uma fonte crescente de instabilidade social”, considerou o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Para António Guterres, “se queremos mesmo responder a estes desafios, temos de fazer da prevenção a nossa prioridade, atacar as causas dos conflitos e reagir mais atempada e eficazmente na resposta às preocupações com os direitos humanos”.

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