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Amnistia diz que Kiev pôs civis em perigo, Zelensky acusa ONG de "amnistiar" Rússia
Mundo 05.08.2022
Guerra na Ucrânia

Amnistia diz que Kiev pôs civis em perigo, Zelensky acusa ONG de "amnistiar" Rússia

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Amnistia diz que Kiev pôs civis em perigo, Zelensky acusa ONG de "amnistiar" Rússia

Foto: AFP
Mundo 05.08.2022
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Amnistia diz que Kiev pôs civis em perigo, Zelensky acusa ONG de "amnistiar" Rússia

AFP
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Num relatório publicado quinta-feira, o organismo acusou o exército ucraniano de estabelecer bases militares em escolas e hospitais e de lançar ataques a partir de áreas povoadas.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky acusou a Amnistia Internacional de "tentar amnistiar o Estado terrorista" da Rússia na noite de quinta-feira, depois de a ONG ter acusado Kiev de pôr em perigo os civis na guerra com Moscovo. A Amnistia Internacional "transfere a responsabilidade do agressor para a vítima", afirmou.

No início do dia, o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano Dmytro Kouleba já tinha dito estar "indignado" com as acusações "injustas" da ONG. 

Num relatório publicado quinta-feira, após uma investigação de quatro meses, a ONG acusou o exército ucraniano de estabelecer bases militares em escolas e hospitais e de lançar ataques a partir de áreas povoadas, tática que viola o direito humanitário internacional. 

"A agressão contra o nosso Estado é injustificada, invasiva e terrorista. Se alguém escreve um relatório no qual a vítima e o agressor são de alguma forma equiparados, se determinados dados sobre a vítima são analisados e as ações do agressor são ignoradas, isto não pode ser tolerado", acrescentou Zelensky na sua declaração diária em vídeo.

Kouleba também acusou a Amnistia Internacional de "criar um falso equilíbrio entre o opressor e a vítima, entre o país que está a destruir centenas e milhares de civis, cidades, territórios e o país que se está a defender desesperadamente". "Parem de criar esta falsa realidade, onde todos são um pouco culpados de alguma coisa, e comecem sistematicamente a relatar a verdade sobre como a Rússia é realmente hoje", acrescentou ele. 

 A Amnistia Internacional, contudo, insistiu no seu relatório que as táticas ucranianas "de modo algum justificam ataques indiscriminados da Rússia" contra as populações civis. 

Contudo, o organismo reiterou também que "estar numa posição defensiva não absolve o exército ucraniano de respeitar o direito humanitário internacional", disse Agnes Callamard, a secretária-geral da ONG.

(Com AFP)

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