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Ambiente: Trump anuncia saída dos EUA do Acordo de Paris sobre as alterações climáticas
O Presidente norte-americano Donald Trump durante o anúncio da decisão dos Estados Unidos de sair do Acordo de Paris.

Ambiente: Trump anuncia saída dos EUA do Acordo de Paris sobre as alterações climáticas

Foto: AFP
O Presidente norte-americano Donald Trump durante o anúncio da decisão dos Estados Unidos de sair do Acordo de Paris.
Mundo 3 min. 01.06.2017

Ambiente: Trump anuncia saída dos EUA do Acordo de Paris sobre as alterações climáticas

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, relativo às alterações climáticas e que está preparado para negociar um novo tratado.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, relativo às alterações climáticas e que está preparado para negociar um novo tratado.

A ameaça do presidente norte-americano tinha fica latente na cimeira do G7 este fim-de-semana em Itália.

A indicação da decisão de Donald Trump foi avançada por congressistas norte-americanos, que disseram ter recebido informações da Casa Branca.

"O Acordo de Paris é um mau acordo para os americanos, e a ação do Presidente, hoje, vai de encontro à sua promessa de campanha de colocar os trabalhadores americanos primeiro", pode ler-se no comunicado da Casa Branca citado pelo Washington Post.

De acordo com a agência Reuters, a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris será feita num prazo de quatro anos, em conformidade com os procedimentos definidos no quadro das Nações Unidas.

O Presidente norte-americano Donald Trump durante o anúncio da decisão dos Estados Unidos de sair do Acordo de Paris.
O Presidente norte-americano Donald Trump durante o anúncio da decisão dos Estados Unidos de sair do Acordo de Paris.
Foto: AFP

"Para proteger a América e os seus cidadãos, os Estados Unidos vão sair do Acordo de Paris", anunciou esta noite o presidente norte-americano, em conferência de imprensa.

O Acordo de Paris "é um exemplo desvantajoso para os Estados Unidos", disse Donald Trump, que considerou o tratado como sendo pouco exigente para com a China e a Índia.

"Eu não posso apoiar um acordo que pune os Estados Unidos, que é o que este faz", sublinhou Trump.

"Não vejo nada que se possa atravessar no nosso caminho" para relançar a economia norte-americana, disse Trump, que acrescentou estar pronto para negociar um novo acordo sobre o clima "em termos justos para os Estados Unidos".

A saída do acordo deixa os Estados Unidos da América isolados dos aliados internacionais que passaram anos a negociar o acordo alcançado em dezembro de 2015 para combater o aquecimento global, através da dedução das emissões de gases com efeito de estufa em cerca de 200 Estados.

A saída alinha os EUA apenas com a Rússia, entre as economias industrializadas.

Acordo de Paris "é essencial" para combater aquecimento global - Merkel

O ex-Presidente norte-americano Barack Obama já reagiu ao anúncio e acusou hoje o seu sucessor, Donald Trump, de “rejeitar o futuro” ao retirar os EUA do Acordo de Paris de combate ao aquecimento global.

Já antes, a chanceler alemã, Angela Merkel, considerou hoje o Acordo de Paris "essencial" para combater o aquecimento global, apenas algumas horas antes de o Presidente dos Estados Unidos se pronunciar sobre a retirada do país deste acordo.

"Trata-se, na minha opinião, de um tratado essencial", declarou Merkel à imprensa em Berlim, sublinhando que a Alemanha continuará "naturalmente" a aplicar as disposições do acordo.

O acordo sobre o clima (assinado pelo seu antecessor, Barack Obama), perante o olhar preocupado dos outros 194 países signatários deste texto histórico, que teve como “arquitetos” centrais os Estados Unidos, então sob a presidência de Barack Obama, e a China.

Durante a campanha presidencial, Trump prometeu abandonar o documento, em nome da defesa dos empregos norte-americanos na exploração do carvão e na indústria em geral.

Mas muitas vozes se ergueram na comunidade internacional (com a China e a União Europeia à cabeça), no mundo dos negócios e mesmo dentro da sua própria administração, instando-o a rever a sua posição e recordando a urgência de agir perante o aquecimento do planeta já em curso.

O tratado destina-se a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e, assim, limitar o aumento das temperaturas a 1,5 graus centígrados em relação à era pré-industrial.

Antes da chanceler alemã, os responsáveis da União Europeia e da China defenderam hoje o acordo sobre o clima e exortaram o chefe de Estado norte-americano a não o abandonar.

Os primeiros-ministros da Índia e da China, Narendra Modi e Li Keqiang, que se reuniram esta semana em separado com a chanceler alemã, garantiram que os seus países se manterão no acordo independentemente da decisão de Trump.

Os Estados Unidos são o segundo maior emissor de gases poluentes do mundo, a seguir à China, e a sua participação no acordo de Paris é fundamental tanto para travar as alterações climáticas como para financiar as ajudas aos países que mais sofrem os efeitos do aquecimento global.

(Atualizada às 22:15)

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