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Ambiente. Emissões de CO2 na produção de energia não aumentaram em 2019
Mundo 2 min. 14.02.2020

Ambiente. Emissões de CO2 na produção de energia não aumentaram em 2019

Ambiente. Emissões de CO2 na produção de energia não aumentaram em 2019

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Mundo 2 min. 14.02.2020

Ambiente. Emissões de CO2 na produção de energia não aumentaram em 2019

Este feito deu-se principalmente graças ao investimento crescente nas fontes de energia renováveis ​​principalmente eólica e solar, à substituição do carvão pelo gás natural na produção de energia elétrica e ao aumento de produção de energia nuclear.

Emissões de CO2 na produção de energia não aumentaram em 2019, diz a Agência Internacional de Energia (AIE), o feito vem do crescimento de utilização de fontes renováveis ​​e ao decréscimo do recurso ao carvão.

Segundo o relatório, embora tenha havido uma expansão da economia global de 2,9%, a diminuição das emissões de dióxido de carbono na produção de energia elétrica nas economias avançadas compensou o “avanço contínuo" de outros países, tornando possível que as emissões globais permanecessem inalteradas em 33 gigatoneladas. 

Este feito deu-se principalmente graças ao investimento crescente nas fontes de energia renováveis ​​principalmente eólica e solar, à substituição do carvão pelo gás natural na produção de energia elétrica e ao aumento de produção de energia nuclear. Outros fatores apontados incluíram o facto do clima ter-se apresentado mais ameno em vários países, que consequentemente exigiu menos refrigeração ou aquecimento, e crescimento económico mais lento em alguns mercados emergentes.

"Agora precisamos trabalhar arduamente para garantir que 2019 seja lembrado como um pico definitivo das emissões globais, não apenas mais uma pausa no crescimento", declarou Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia.  O diretor da AIE garantiu ainda que existem todas as “tecnologias de energia necessárias" para que haja cada vez menos emissões, sendo apenas necessário que "todas elas sejam utilizadas". Segundo Birol, a AIE está a construir uma “grande coligação focada na redução de emissões - abrangendo governos, empresas, investidores e todos com um compromisso genuíno em enfrentar o nosso desafio climático”.

Nos resultados divulgados pelo relatório dá-se destaque ao corte das emissões nos Estados Unidos da América, com uma queda de 2,9%, menos 140 milhões de toneladas, até ficar nas 4,8 gigatoneladas. Desde que atingiram o seu máximo histórico em 2000, os EUA conseguiu atingir um corte de 1 gigatonelada de emissões.

Na União Europeia, com o Reino Unido ainda incluído, o corte foi de 5%, até às 2,9 gigatoneladas, menos 160 milhões de toneladas em 2019. Esta foi a primeira vez em que a produção de eletricidade pelo gás natural ultrapassou o carvão, sendo que o uso do carvão para produzir eletricidade caiu 25%, enquanto o gás natural subiu 15%.

Também no Japão, as emissões caíram 4,3%, a maior descida desde 2009. Os resultados foram conseguidos graças ao aumento em 40% da produção de energia nuclear, depois do regresso à atividade de vários reatores.

Segundo a AIE, o uso do carvão na produção de energia representou mais de 50% do total nos países de economias menos desenvolvidas, sendo responsável por 10 gigatoneladas de emissões. O crescimento das emissões de dióxido de carbono nestes países registou um total de 400 milhões de toneladas, 80% procedente da Ásia. 

A agência anunciou que Paris receberá em julho de 2020 a “IEA Clean Energy Transitions Summit” que visa reunir governos, CEOs, investidores e outros atores internacionais interessados em promover e apoiar mais soluções para a gestão do impacto global da produção de energia.


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