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Amazon remove anúncio de emprego para ajudar a dissipar movimentos sindicalistas
Mundo 2 min. 02.09.2020 Do nosso arquivo online

Amazon remove anúncio de emprego para ajudar a dissipar movimentos sindicalistas

Amazon remove anúncio de emprego para ajudar a dissipar movimentos sindicalistas

Foto: AFP
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Amazon remove anúncio de emprego para ajudar a dissipar movimentos sindicalistas

AFP
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A gigante do comércio eletrónico está ligada a nova polémica, desta vez relacionada com um anúncio de emprego para cargos com o objetivo de ajudar a empresa a contar as tentativas de sindicalização internas.

A Amazon removeu recentemente um anúncio de de oferta de emprego para dois "analistas de inteligência", nos EUA, para controlar as "ameaças dos sindicatos" dentro do grupo. Após vários protestos, a empresa voltou atrás e decidiu retirar as ofertas de emprego do seu site na terça-feira, afirmando que a descrição do cargo não estava correta. 

"A descrição do cargo não descrevia corretamente a posição. Foi feito por engano e desde então foi corrigido", afirmou Leah Seay, porta-voz da Amazon sem, no entanto, especificar a natureza do erro. Os futuros analistas deveriam supostamente poder informar os advogados do grupo "sobre assuntos sensíveis e altamente confidenciais, incluindo ameaças de sindicatos dentro da empresa", de acordo com as imagens das ofertas. 

Os analistas trabalhariam nas instalações da empresa situadas no Arizona, EUA,  onde deveriam "acompanhar de perto o financiamento e as atividades relacionadas com as campanhas internas e externas contra a Amazon". A oferta causou protestos entre grupos de direitos laborais. "Há meses que os trabalhadores, especialmente os trabalhadores negros, nos dizem que a Amazon os tem na mira por se terem manifestado. Esta descrição de funções é a prova de que a Amazon pretende continuar estes comportamentos", denunciou Dania Rajendra, presidente da Athena, um coletivo de organizações anti-Amazon numa declaração. "Nos EUA, todos têm o direito de falar e de se encontrar com outros para melhorar as suas condições de vida e de trabalho. E temos o direito de exigir melhores condições para as nossas comunidades da parte de uma empresa que vale um bilião de dólares", continuou. ¨


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 A Amazon emprega 876.000 pessoas em todo o mundo. Nos EUA, as associações acusam-na regularmente de tentar silenciar as vozes dissidentes e de impedir os empregados de formar sindicatos. Em maio passado, o despedimento de empregados que tinham criticado o grupo já tinham gerado uma onda de protestos. Na altura, a direção reiterou que as pessoas em causa foram despedidas por repetidas violações dos regulamentos da empres, nomeadamente por continuarem a trabalhar após terem testado positivo contra a covid-19, entre outras coisas. 

 "A Amazon já está a oferecer o que os sindicatos exigem para os seus empregados: salários líderes da indústria com um mínimo de 15 dólares por hora, benefícios substanciais, oportunidades de carreira, tudo num ambiente seguro e moderno", afirmou a porta-voz da Amazon, Lisa Levandowski à AFP em maio passado. "Estas vantagens e oportunidades são parte integrante do trabalho, tal como a possibilidade de falar diretamente com os gestores da empresa", acrescentou. 

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