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Amazónia. António Costa solidário com povo brasileiro
Mundo 4 min. 24.08.2019

Amazónia. António Costa solidário com povo brasileiro

Amazónia. António Costa solidário com povo brasileiro

LUSA
Mundo 4 min. 24.08.2019

Amazónia. António Costa solidário com povo brasileiro

Os incêndios nesta floresta são também um dos temas da cimeira G7 que hoje começa em França. Ontem à noite milhares protestaram em São Paulo.

O primeiro-ministro, António Costa, manifestou ontem a sua solidariedade para com o povo brasileiro pela “situação dramática” que está a enfrentar com os incêndios na Amazónia, frisando que o Brasil precisa de apoio e não de sanções da Europa.

Ontem à noite, no outro lado do Atlântico, em São Paulo, Brasil, milhares de pessoas protestaram face à destruição e aumento das queimadas na floresta amazónica, bem como contra o Governo liderado pelo Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.

E este sábado em Biarritz, França, começa a cimeira dos países mais ricos, o G7 onde os incêndios na Amazónia também irão ser debatidos e discutidas medidas concretas a tomar a nível global.

A solidariedade de António Costa

 “Quero expressar a nossa total solidariedade para com o povo brasileiro pela situação dramática que se está a viver e acho que devemos disponibilizar todo o apoio que o Brasil acha que necessita para enfrentar esta situação que, obviamente, nos tem de preocupar a todos”, disse António Costa, à margem da visita à Fatacil, em Lagoa, no Algarve.

O primeiro-ministro português defendeu que não se deve confundir a situação atual do Brasil com o acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul.

“Não devemos confundir o drama que está a ser vivido neste momento na Amazónia com aquilo que é um acordo comercial, muito importante, e que levou mais de 20 anos a ser negociado”, sublinhou António Costa.

Cimeira do G7 discute medidas concretas

Esta catástrofe também será discutida na cimeira das grandes potências industriais (G7) que se inicia este sábado com um jantar, em Biarritz, França.

AFP

O Presidente de França, Emmanuel Macron, recebe em Biarritz, a famosa estância balnear do sudoeste do país, os dirigentes dos Estados Unidos, Donald Trump, Reino Unido, Boris Johnson, Alemanha, Angela Merkel, Itália, Giuseppe Conte, Canadá, Justin Trudeau, e Japão, Shinzo Abe.

Em Biarritz vão também estar o presidente do Conselho da União Europeia (UE), Donald Tusk, e vários chefes de Estado e de Governo convidados pela Presidência francesa, entre os quais o indiano Narendra Modi, o egípcio Abdel Fattah al-Sisi, o chileno Sebastian Piñera, o ruandês Paul Kagame ou o senegalês Macky Sall.

Os fogos na Amazónia foram incluídos à última da hora na agenda do G7, por causa do presidente Macron que evocou tratar-se de uma “crise internacional”, pedindo aos países industrializados do G7 “para falarem desta emergência” na cimeira.

Segundo fontes diplomáticas francesas, os conselheiros políticos dos líderes do G7 estavam ontem a discutir e a preparar “medidas concretas” em relação à Amazónia, as quais “podem materializar-se no G7”.

O Presidente de França, Emmanuel Macron, recebe naquela estância balnear do sudoeste do país, os dirigentes dos Estados Unidos, Donald Trump, Reino Unido, Boris Johnson, Alemanha, Angela Merkel, Itália, Giuseppe Conte, Canadá, Justin Trudeau, e Japão, Shinzo Abe.

Em Biarritz vão também estar o presidente do Conselho da União Europeia (UE), Donald Tusk, e vários chefes de Estado e de Governo convidados pela Presidência francesa, entre os quais o indiano Narendra Modi, o egípcio Abdel Fattah al-Sisi, o chileno Sebastian Piñera, o ruandês Paul Kagame ou o senegalês Macky Sall.

Milhares protestam em São Paulo

Milhares de pessoas protestaram na noite de sexta-feira em São Paulo face à destruição e aumento das queimadas na floresta amazónica, bem como contra o Governo liderado pelo Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.

AFP

A concentração aconteceu na Avenida Paulista, zona que tradicionalmente acolhe manifestações políticas em São Paulo, e teve uma grande adesão de jovens que empunhavam cartazes e entoaram cânticos em defesa da maior floresta do Brasil.

Durante a iniciativa foi possível ouvir cânticos e palavras de ordem contra a política ambiental adotada pelo Governo brasileiro, que tem defendido a exploração mineral e agrícola em áreas da Amazónia.

"Bolsonaro, assim não dá, no seu Governo não dá nem para respirar", entoaram os manifestantes, numa alusão a uma nuvem de fumo das queimadas na Amazónia que se deslocou com o vento e que se juntou a nuvens de chuva, transformando o dia em noite na cidade de São Paulo, no início desta semana.

"Agronegócio é uma vergonha, o Bolsonaro quer 'botar' fogo na Amazónia", ouvia-se numa mistura de gritos e cânticos.

A ambientalista Malu Ribeiro, coordenadora do Programa de Água da ONG SOS Mata Atlântica, contou à Lusa que aquela entidade decidiu aderir ao protesto espontâneo convocado por jovens nas redes sociais em São Paulo e várias outras cidades do Brasil.

"A sociedade está a mobilizar-se, protestando contra a postura do Governo brasileiro. É importante estarmos nas ruas para mostrar que esta postura de desinteresse ambiental é uma postura do Governo e não dos brasileiros", disse.

 A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta.

O número de incêndios no Brasil aumentou 83% este ano, em comparação com o período homólogo de 2018, com 72.953 focos registados até 19 de agosto, sendo a Amazónia a região mais afetada.