Escolha as suas informações

Alemanha. Quem não estiver vacinado não recebe salário se ficar de quarentena
Mundo 2 min. 23.09.2021
Covid-19

Alemanha. Quem não estiver vacinado não recebe salário se ficar de quarentena

Covid-19

Alemanha. Quem não estiver vacinado não recebe salário se ficar de quarentena

Foto: AFP
Mundo 2 min. 23.09.2021
Covid-19

Alemanha. Quem não estiver vacinado não recebe salário se ficar de quarentena

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Medida foi anunciada esta quarta-feira pelo ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, e está a gerar críticas.

Na Alemanha, os trabalhadores não vacinados que tenham de ficar de quarentena não vão receber salário durante esse período. A medida foi anunciada na quarta-feira pelo Ministro da Saúde, Jens Spahn, que a justificou com o facto de ser injusto pedir aos contribuintes que subsidiem aqueles que se recusam a ser vacinados.


Alemanha. Jovem é morto por cliente que se recusou a usar máscara
O estudante de 20 anos, que trabalhava numa bomba de gasolina, foi alvejado por um homem que se recusou a colocar a máscara ao ser atendido.

As regras, que serão implementadas pelos governos dos 16 estados alemães, entram em vigor a 1 de novembro e afetam pessoas não vacinadas que testem positivo para o SARS-CoV-2 ou que regressam de viagens de países considerados "de alto risco", pelas autoridades germânicas. Nesta lista atual incluem-se, por exemplo, o Reino Unido, Turquia e algumas zonas da França, entre outros. 

Os viajantes não vacinados provenientes destas regiões são obrigados a permanecer em quarentena durante pelo menos cinco dias. Aqueles que tenham sido vacinados ou que tenham recuperado recentemente não são obrigados a fazê-lo.

Até à data, a perda de rendimentos para os trabalhadores que tivessem de ficar de quarentena e não pudessem trabalhar devido a suspeitas de infeção ou por estarem realmente infetados com o coronavírus era compensada pelo Estado. 

O Ministro da Saúde Jens Spahn defendeu a nova medida questionando: "Por que deveriam outros pagar pelo facto de alguém ter decidido não ser vacinado"? Isto apesar de sublinhar o direito de cada cidadão decidir se quer ser ou não vacinado e de o seu partido, o Partido Democrata-cristão (CDU) se opor à vacinação obrigatória. No entanto, citado pela Deutsche Welle, o ministro afirma que "não se trata de pressão" sobre os não-vacinados mas de "justiça".

O anúncio desta medida tem gerado críticas em diferentes setores, que argumentam que esta decisão, na prática, equivale a tornar obrigatória a vacina contra a covid-19 e que pode, simultaneamente, criar um problema de saúde pública, uma vez que muitos trabalhadores não podem ficar em casa sem receber qualquer rendimento.


Alemanha. Vacinação, testes obrigatórios e máscaras na sala de aula
Medidas sanitárias nas escolas alemãs variam de estado para estado.

Segundo aquele órgão de comunicação social, Karl Lauterbach, membro do Parlamento e especialista em saúde do Partido Social Democrata (SPD), adverte que a medida, que prevê o corte de rendimentos, levará simplesmente a que muitas pessoas não cumpram a quarentena. Ao Rheinische Post, o político afirmou que era irrealista pensar que alguém com baixos rendimentos pagaria o seu próprio teste e depois seria colocado em quarentena e perderia os rendimentos sem qualquer compensação.

A par desta nova medida, já a partir de 11 de outubro os testes rápidos deixarão de ser gratuitos na Alemanha. Apenas as pessoas que não possam ser vacinadas por razões médicas continuarão a ter acesso a testes sem custos. As restantes, que não tenham sintomas e queiram fazer um teste terão de o pagar.

As leis de privacidade na Alemanha não permitem que os patrões e empregadores requeiram informação sobre a saúde dos empregados, contudo alguns estados federais estão a permitir que empresas, como restaurantes ou equipamentos desportivos possam optar por admitir pessoas com teste negativo, ou apenas aquelas que foram vacinadas ou que recuperaram recentemente da covid-19.

Segundo dados oficiais, citados pela agência Reuters, a Alemanha tem 74% da população completamente vacinada, uma proporção ligeiramente acima da média da União Europeia, de 72,3%.


Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas