Escolha as suas informações

Alemanha proíbe três organizações próximas do Hezbollah libanês
Mundo 19.05.2021 Do nosso arquivo online

Alemanha proíbe três organizações próximas do Hezbollah libanês

Apoiantes do movimento Hezbollah libanês (bandeira ao centro) com apoiontes do mesmo movimento extremista no Irão e na Palestina, durante uma manifestação anti-Israel.

Alemanha proíbe três organizações próximas do Hezbollah libanês

Apoiantes do movimento Hezbollah libanês (bandeira ao centro) com apoiontes do mesmo movimento extremista no Irão e na Palestina, durante uma manifestação anti-Israel.
Foto: AFP
Mundo 19.05.2021 Do nosso arquivo online

Alemanha proíbe três organizações próximas do Hezbollah libanês

Lusa
Lusa
Grupo extremista assume-se anti-Israel. Face ao agravamento das tensões na Faixa de Gaza, as autoridades de Berlim receiam um aumento do antissemitismo na Alemanha.

O Governo alemão anunciou esta quarta-feira a interdição de três organizações próximas do movimento xiita libanês Hezbollah, num cenário de escalada militar no Médio Oriente. Berlim "proibiu três associações que financiaram a organização terrorista Hezbollah", disse o porta-voz do ministro do Interior alemão na rede social Twitter.

"Aqueles que apoiam o terror não estarão seguros na Alemanha [...] Não encontrarão um lugar de retiro no nosso país", assegurou o ministro Horst Seehofer. De acordo com o governante, estão em curso "buscas" em "vários estados alemães", em paralelo com a proibição.

Segundo os meios de comunicação alemães, estas operações decorrem nos estados de Hamburgo, Bremen, Hesse, Baixa Saxónia, Renânia do Norte-Vestefália e Schleswig-Holstein.

A ala armada do movimento libanês Hezbollah é considerada um grupo terrorista pela Alemanha e por todos os países da União Europeia (UE). Já a ala política, que organizava regularmente manifestações anti-Israel, foi autorizada durante muitos anos, antes de ser proibida no país em 2020.

O anúncio do Ministério do Interior alemão surge num cenário de escalada militar no Médio Oriente entre Israel e o movimento islamita Hamas, no poder em Gaza. O conflito propagou-se ao sul do Líbano, de onde foram lançados foguetes contra o Estado judaico na noite de segunda-feira.

Embora o Hezbollah não tenha reivindicado a responsabilidade pelos foguetes, a organização xiita é considerada há décadas um inimigo declarado de Israel. A escalada armada no Médio Oriente já causou a morte a mais de 210 palestinianos e 12 israelitas, dez dias depois do início das ofensivas.

Face ao agravamento das tensões, as autoridades alemãs receiam um aumento do antissemitismo no país. Em Berlim, uma manifestação pró-Palestina, no sábado, levou a confrontos e detenções.

Na semana passada, foram queimadas bandeiras israelitas no exterior de duas sinagogas nas cidades alemãs de Bona e Münster. "A nossa democracia não tolerará manifestações antissemitas", disse na sexta-feira o porta-voz da chanceler Angela Merkel.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas