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Alemanha/Eleições: Martin Schulz admite "dia difícil e amargo"e SPD não está disponível para coligação
Mundo 24.09.2017

Alemanha/Eleições: Martin Schulz admite "dia difícil e amargo"e SPD não está disponível para coligação

Martin Schulz fala "em dia difícil e amargo"

Alemanha/Eleições: Martin Schulz admite "dia difícil e amargo"e SPD não está disponível para coligação

Martin Schulz fala "em dia difícil e amargo"
AFP
Mundo 24.09.2017

Alemanha/Eleições: Martin Schulz admite "dia difícil e amargo"e SPD não está disponível para coligação

O presidente do Partido Social-Democrata (SPD) alemão, Martin Schulz, admitiu que "hoje é um dia difícil e amargo", já que perdeu as eleições legislativas de hoje na Alemanha, e descarta a hipótese de nova coligação.

O presidente do Partido Social-Democrata (SPD) alemão, Martin Schulz, admitiu que "hoje é um dia difícil e amargo", já que perdeu as eleições legislativas de hoje na Alemanha, vencidas pelo partido de Merkel, ainda que sem maioria.

As projeções dos maiores meios de comunicação social da Alemanha apontam para valores na ordem dos 20 ou 21%, o pior resultado do SPD desde a segunda guerra mundial.

"Perdemos a eleição federal", admitiu o antigo presidente do Parlamento Europeu, acrescentando que o partido que fez parte da coligação de Merkel contribuiu para leis importantes, como a criação de um salário mínimo.

"Claramente, não conseguimos manter nem expandir a nossa base tradicional de apoiantes", lamentou.

Não há coligação

O Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) também anunciou hoje que não está disponível para formar um governo de coligação com a CDU de Angela Merkel, terminando assim a 'grande coligação' que governou o país nos últimos quatro anos.

"Esta tarde termina o trabalho com a CDU e a CSU", os dois partidos conservadores liderados por Angela Merkel e que governavam em coligação com o partido de Martins Schulz desde 2013.

"Nós recebemos um mandato claro dos eleitores para ir para a oposição", disse Schulz, admitindo "um dia difícil e amargo para a social-democracia alemã".

Referindo-se à entrada da extrema-direita no Parlamento, com pelo menos 13% dos votos, segundo as sondagens, Schulz disse que é "uma cisão que nenhum democrata pode ignorar".

A ida para a oposição do SPD impede que os nacionalistas da extrema-direita sejam o principal partido da oposição, mas deixa Merkel sem maioria no Bundestag.

A CDU da chanceler Angela Merkel venceu as eleições legislativas de hoje com 33,5% dos votos, seguida dos sociais-democratas do SPD e do partido Alternativa para a Alemanha, de extrema-direita, segundo uma sondagem divulgada pela televisão pública ZDF.

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