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Alemanha e França aconselham os seus cidadãos a sair da Ucrânia
Mundo 2 min. 19.02.2022
Ucrânia

Alemanha e França aconselham os seus cidadãos a sair da Ucrânia

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Alemanha e França aconselham os seus cidadãos a sair da Ucrânia

Foto: AFP
Mundo 2 min. 19.02.2022
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Alemanha e França aconselham os seus cidadãos a sair da Ucrânia

Redação
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Face ao recrudescimento de confrontos entre tropas ucranianas e separatistas pró-russos no leste do país, os dois países recomendam a saída urgente dos seus cidadãos.

A Alemanha e a França recomendaram, este sábado, aos seus cidadãos que abandonem a Ucrânia.

Face ao recrudescimento de confrontos entre tropas ucranianas e separatistas pró-russos no leste do país, que já provocaram a morte de dois soldados ucranianos, os dois países aconselharam os alemães e franceses a abandonar aquele território.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros francês recomenda aos seus cidadãos, que estejam no leste da Ucrânia, que saiam "sem demora".

A Alemanha também pediu aos seus cidadãos que saiam urgentemente do país e desaconselhou qualquer viagem dentro do seu território.

No que respeita às ligações de transporte entre estes diferentes estados, a companhia aérea Air France mantém por enquanto todos os voos agendados para a Ucrânia, mas a alemã Lufthansa anunciou a suspensão dos voos regulares para as cidades de Kiev e Odessa a partir de segunda-feira e, pelo menos, até ao fim do mês.

 União Europeia envia ajuda

Entretanto, a União Europeia anunciou hoje que vai enviar ajuda humanitária para a Ucrânia.

A ajuda dos Estados-membros visa "apoiar os esforços de preparação da Ucrânia para todos os cenários possíveis", lê-se num comunicado da Comissão Europeia.

Entre os materiais a entregar estão máscaras descartáveis, luvas esterilizadas, geradores elétricos, antibióticos e desinfetantes doados pela Eslovénia, Irlanda, Roménia e Áustria.

A França, por sua vez, vai enviar centenas de tendas, lonas e sacos-cama, bem como 3.000 pares de luvas de proteção contra ataques químicos ou biológicos e um posto médico de campanha com capacidade para 500 pessoas.

Confrontos entre separatistas pró-russos e soldados ucranianos reacende

O Ocidente e a Rússia vivem atualmente um momento de forte tensão, com o regime de Moscovo a ser acusado de concentrar pelo menos 150.000 soldados nas fronteiras da Ucrânia, numa aparente preparação para uma potencial invasão do país vizinho.

Moscovo desmente qualquer intenção bélica e afirma ter retirado parte do contingente da zona.

Entretanto, nos últimos dias, o exército da Ucrânia e os separatistas pró-russos têm vindo a acusar-se mutuamente de novos bombardeamentos no leste do país, onde a guerra entre estas duas fações se prolonga desde 2014.

Os líderes dos separatistas pró-russos de Lugansk e Donetsk, no leste da Ucrânia, decretaram hoje a mobilização geral para fazer face a este aumento da violência.

Os observadores internacionais da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) informaram na sexta-feira que as violações do cessar-fogo na região registaram um "aumento significativo", com mais de 800 violações só na sexta-feira, mais do triplo da média do último mês.

Com Lusa

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