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Agência Europeia do Medicamento admite preocupação sobre eficácia de vacinas em novas variantes
Mundo 2 min. 10.02.2021 Do nosso arquivo online

Agência Europeia do Medicamento admite preocupação sobre eficácia de vacinas em novas variantes

Agência Europeia do Medicamento admite preocupação sobre eficácia de vacinas em novas variantes

Foto: AFP
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Agência Europeia do Medicamento admite preocupação sobre eficácia de vacinas em novas variantes

Lusa
Lusa
Em breve, o regulador europeu irá publicar um “documento de reflexão que apresentará os dados e estudos necessários para apoiar as adaptações das vacinas existentes às mutações atuais ou futuras da SARS-CoV-2 na UE”.

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) admitiu esta quarta-feira “preocupações” sobre a eficácia das vacinas desenvolvidas contra a covid-19 para combater as novas variantes do vírus, estando a desenvolver orientações para os fabricantes, nomeadamente os já autorizados.

“A EMA aprovou três vacinas para utilização na UE: Comirnaty [da Pfizer-BioNTech], vacina covid-19 Moderna e vacina covid-19 AstraZeneca. Há preocupações de que algumas destas mutações possam ter impacto em diferentes graus na capacidade das vacinas de proteger contra infeções e doenças”, informa o regulador europeu em comunicado.

Ainda assim, vinca que “uma redução na proteção contra doenças leves não se traduz necessariamente numa redução na proteção contra formas graves da doença e das suas complicações”, estando antes em causa a necessidade de “recolher mais provas”.


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Entretanto, a EMA vai “desenvolver orientações para os fabricantes que planeiam alterações às vacinas covid-19 existentes para combater as novas variantes do vírus”, anuncia o organismo na nota.

“A fim de considerar opções para testes adicionais e desenvolvimento de vacinas eficazes contra novas mutações de vírus, a agência solicitou a todos os criadores de vacinas que investiguem se a sua vacina pode oferecer proteção contra quaisquer novas variantes, por exemplo, as identificadas no Reino Unido, África do Sul e Brasil, e apresentem dados relevantes”, explica a EMA.

Em breve, o regulador europeu irá publicar um “documento de reflexão que apresentará os dados e estudos necessários para apoiar as adaptações das vacinas existentes às mutações atuais ou futuras da SARS-CoV-2 na UE”.

A agência europeia contextualiza ainda que, “tipicamente, os vírus sofrem mutações quando o material genético do vírus muda” e “isto acontece a ritmos diferentes para vírus e mutações diferentes não afetam necessariamente o bom funcionamento de uma vacina contra o vírus”.

“Algumas vacinas contra doenças virais permanecem eficazes muitos anos após o seu desenvolvimento e proporcionam uma proteção duradoura, tais como vacinas contra o sarampo ou a rubéola. Por outro lado, para doenças como a gripe, a composição da vacina precisa de ser atualizada anualmente para que seja eficaz, porque o vírus sofre mutações e torna ineficaz a imunidade anterior”, conclui.

O regulador diz, ainda, estar a “clarificar a sua abordagem reguladora às variações de vacinas que possam tornar-se necessárias para garantir que as vacinas eficazes continuem a estar disponíveis”.

No final de janeiro, numa audição no Parlamento Europeu, a diretora EMA disse que as vacinas da Pfizer-BioNtech e da Moderna contra a covid-19 são eficazes para a variante britânica, mas admitiu que a mutação da África do Sul é “mais complicada”.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.341.496 mortos no mundo, resultantes de mais de 106,8 milhões de casos de infeção.


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