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Agência de Energia Atómica confirma que Irão ultrapassou nível proibido de urânio
Mundo 08.07.2019

Agência de Energia Atómica confirma que Irão ultrapassou nível proibido de urânio

Agência de Energia Atómica confirma que Irão ultrapassou nível proibido de urânio

Foto: AFP/fars news
Mundo 08.07.2019

Agência de Energia Atómica confirma que Irão ultrapassou nível proibido de urânio

O Irão tinha anunciado, no início de maio, que iria começar gradualmente a quebrar os compromissos assumidos no acordo caso os outros signatários internacionais não alcançassem uma solução que permitisse contornar as sanções norte-americanas e as respetivas implicações na economia iraniana.

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) confirmou hoje que o Irão começou a enriquecer urânio a um nível proibido pelo acordo nuclear alcançado em 2015 com as grandes potências internacionais.

“Os inspetores da agência verificaram a 08 de julho que o Irão enriqueceu urânio acima dos 3,67% [grau máximo de enriquecimento de urânio permitido pelo acordo]”, disse um porta-voz da AIEA, citado num comunicado.

A nota informativa da AIEA surge algumas horas depois das autoridades de Teerão terem anunciado que estão a produzir urânio enriquecido em pelo menos 4,5%, em resposta ao restabelecimento das sanções por parte dos Estados Unidos, que decidiram, em maio de 2018, abandonar unilateralmente o pacto internacional.

A agência da ONU já tinha confirmado, a 01 de julho, que o Irão tinha ultrapassado o limite imposto às suas reservas de urânio enriquecido, fixadas nos 300 quilogramas pelo pacto internacional.

Para avaliar os últimos desenvolvimentos relativos ao acordo nuclear com o Irão, o conselho dos governadores da AIEA, cuja sede é em Viena, terá uma reunião extraordinária na próxima quarta-feira.

A República Islâmica tinha anunciado, no início de maio, que iria começar gradualmente a quebrar os compromissos assumidos no acordo caso os outros signatários internacionais não alcançassem uma solução que permitisse contornar as sanções norte-americanas e as respetivas implicações na economia iraniana.

Concluído em julho de 2015 em Viena, o acordo internacional (assinado então pelos Estados Unidos, Alemanha, China, França, Reino Unido e Rússia) determina que Teerão aceite limitações e maior vigilância internacional do seu programa nuclear em troca do levantamento das sanções internacionais.

Mas Washington retirou-se unilateralmente do pacto há cerca de um ano, restaurando sanções devastadoras para a economia iraniana.

Teerão sempre insistiu que o seu programa nuclear tem fins pacíficos, negando qualquer tentativa de desenvolver armas nucleares.

Esta segunda-feira, as autoridades iranianas indicaram que pretendem, e para satisfazer as “atividades (nucleares) pacíficas" do país, enriquecer urânio em cerca de 5%, longe dos 90% necessários para um uso militar.

Lusa

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