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Afinal, Juan Carlos "exilou-se" na República Dominicana
Mundo 04.08.2020

Afinal, Juan Carlos "exilou-se" na República Dominicana

Afinal, Juan Carlos "exilou-se" na República Dominicana

AFP
Mundo 04.08.2020

Afinal, Juan Carlos "exilou-se" na República Dominicana

Nem Portugal, nem Nova Zelândia. Juan Carlos estará na República Dominicana com um amigo milionário e Marcelo Rebelo de Sousa até terá discutido o futuro do rei emérito que está a ser investigado num caso de alegada fuga ao fisco.

Sem confirmação oficial, a imprensa espanhola descarta a possibilidade de um exílio em Cascais e avança que emérito Juan Carlos estará em Santo Domingo, capital da República Dominicana, onde vive o amigo e multimilionário Pepe Fanjul, dono, de resto, de metade dos empreendimentos turísticos da ilha.

O diário espanhol ABC avança que o patriarca dos Bourbon saiu de Madrid durante o fim-de-semana e terá feito escala na Galiza e no aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto. Os catalães do La Vanguardia, por sua vez, escrevem que Juan Carlos viajou para a invicta, de carro, apenas na segunda-feira, onde embarcou então para a ilha caribenha. 

Já em 2014, o monarca se tinha refugiado num resort do país. 

Marcelo em Madrid 

Marcelo Rebelo de Sousa foi consultado para decidir o futuro do rei, de acordo com o Público. O Presidente da República português ter-se-à deslocado a Madrid "numa viagem relâmpago", para almoçar com rei Filipe VI e "visitar o Museu do Prado". 

Nem a Presidência, nem o Ministério dos Negócios Estrangeiros se pronunciaram sobre o caso. 

Além de uma "fuga" para Cascais, onde morou na infância, a imprensa especulou que o monarca podia estar na Nova Zelândia, nos Estados Unidos, Suiça, Arábia Saudita ou Marrocos.  

Lavagem de dinheiro 

O antigo rei de Espanha anunciou o seu auto-exílio através de uma carta, manifestando a sua "absoluta disponibilidade para contribuir para facilitar o exercício" das funções do filho, Felipe VI. 

Em causa, o escândalo e as suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e fuga aos impostos que levaram o Supremo Tribunal espanhol a abrir um inquérito para apurar o envolvimento de Juan Carlos no esquema da concessão do TGV de Meca, na Arábia Saudita, a empresas espanholas. 

Sem a imunidade que o cargo e a Constituição lhe conferiram durante décadas, o rei emérito está na mira da justiça, acusado de receber cerca de 100 milhões de euros do rei saudita e de os ter ocultado ao fisco. Transferido inicialmente para uma fundação, o dinheiro foi depois entregue a uma antiga amante do rei. 

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