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Abalo na coligação. Primeiro ministro da Finlândia demite-se
Mundo 03.12.2019

Abalo na coligação. Primeiro ministro da Finlândia demite-se

Abalo na coligação. Primeiro ministro da Finlândia demite-se

AFP
Mundo 03.12.2019

Abalo na coligação. Primeiro ministro da Finlândia demite-se

Antti Rinne demitiu-se esta terça-feira depois de um dos partidos que integram a coligação de governo, o Partido do Centro, lhe ter retirado a confiança.

A coligação que governa a Finlândia tem cinco partidos mas bastou um para fazer cair o líder do governo. 

No poder desde junho, Antti Rinne já não é primeiro-ministro. Formalizou a demissão esta terça-feira depois do Partido do Centro lhe ter retirado a confiança política.

Já há sucessora em vista. A vice-presidente do Partido Social-Democrata (SPD) que desempenha o cargo de ministra dos transportes já avisou que está disponível para encabeçar a coligação que ainda inclui os Verdes, a Aliança de Esquerda, o Partido Popular Sueco da Finlândia e o Partido do Centro. 

Ouvida pela agência France-Presse, a politóloga Sini Korpinen, considerou que não é do interesse de nenhum dos partidos no governo desfazer a coligação, particularmente o Partido do Centro, "que não quer novas eleições legislativas porque corre o risco de ter um resultado pior".

A crise política partiu de um projeto dos Correios da Finlândia (Posti), empresa de capitais públicos, de passar cerca de 700 trabalhadores para um novo acordo coletivo, menos favorável, em nome da competitividade.

A questão suscitou logo em setembro fortes críticas à ministra com a tutela das participações do Estado, Sirpa Paatero, membro do partido de Antti Rinne, o SPD.

A crise agravou-se em novembro quando os sindicatos convocaram uma greve de duas semanas.

O movimento em causa é muito representativo e tem o apoio de trabalhadores de outros sectores económicos, que suspenderam o trabalho "por simpatia", como permite a legislação finlandesa.

Os sindicatos exigem saber se o Estado, acionista maioritário, aprovou o projeto.

A ministra fez várias declarações ambíguas e, a 28 de novembro, o primeiro-ministro foi chamado a explicar-se, tendo negado que o governo tivesse aprovado o projeto da direção dos Correios, o que foi contudo desmentido no dia seguinte pelo presidente do conselho de administração da empresa.

Antti Rinne reagiu anunciando a demissão da ministra, mas partidos da coligação consideraram a decisão tardia e exigiram votar uma moção de confiança no parlamento.

Com a demissão, a moção fica sem efeito.

com Lusa



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