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A esquerda ganha ao sprint as eleições suecas com a extrema-direita a subir
Mundo 3 min. 10.09.2018 Do nosso arquivo online

A esquerda ganha ao sprint as eleições suecas com a extrema-direita a subir

A esquerda ganha ao sprint as eleições suecas com a extrema-direita a subir

Foto: AFP
Mundo 3 min. 10.09.2018 Do nosso arquivo online

A esquerda ganha ao sprint as eleições suecas com a extrema-direita a subir

O bloco governamental de esquerda obteve domingo mais uma ligeira vantagem de um deputado nas legislativas suecas, em relação à aliança de centro direita na oposição, numas eleições marcadas pela subida da extrema-direita Democratas da Suécia (DS), que se converteu na terceira força política com capacidade de influenciar o próximo governo.

Quando estavam escrutinados 99,6% dos votos, a extrema-direita sueca conseguia 17,6% dos votos, tendo alcançado o melhor resultado da sua história. O conjunto das forças de esquerda estava creditada com 40,6%, com 144 deputados eleitos,  face aos 40,3% da alian4a de partidos de centro direita, que conseguiu 143 lugares no parlamento.

O Partido Social-Democrata do primeiro-ministro, Stefan Löfven, venceu as eleições com 28,35%, seguido pelo Partido Moderado (conservador), com 19,8%, enquanto o DS garantiu 17,6% dos votos. A maioria absoluta no parlamento sueco obtém-se com 175 eleitos, o que torna a extrema-direita uma espécie de fiel da balança.

A  oposição da direita moderada pediu, durante a noite, a demissão do primeiro-ministro social-democrata,  Stefan Löfven, que respondeu: "nas próximas semanas voltarei a falar como primeiro-ministro".

O chefe do governo é tradicionalmente o dirigente do partido que obteve mais votos, mas a nova fragmentação política torna qualquer solução particularmente difícil.

O quase empate dos blocos de centro-esquerda e de centro-direita lança incerteza sobre a governabilidade do país sem contar com a extrema-direita. Observadores consideram que o tempo para negociar com a extrema-direita pode estar a chegar, como o que ocorreu na Noruega com o Partido do Progresso e na Dinamarca com o Partido Popular, e na Finlândia com os Verdadeiros Filandeses. "As eleições demonstraram que teremos uma grande influência no que se vai passar nas próximas semanas . A partir de agora ganharemos influência na política sueca", disse no final do escrutínio o líder de extrema-direita, Jimmie Akesson.

Numa primeira reação, o líder ultra direitista Jimmie Akesson convidou o chefe da oposição de centro-direita, o conservador Ulf Kristersson, a iniciar conversações para formar governo.

“Estou preparado para falar com todos os partidos, mas em particular convido Ulf Kristersson a discutir como governar este país de agora em diante”, disse no seu quartel-general eleitoral em Estocolmo.

Segundo a empresa de estudos e sondagens Kantar Sifo, a primeira preocupação dos suecos é a saúde, seguida da educação, tudo questões ligadas ao Estado Social defendidas pelos sociais-democratas. No entanto, como comenta o especialista dessa empresa: "a saúde não mobiliza os votantes, mas a imigração mobiliza".

A votação de hoje foi a primeira a ser realizada desde que a Suécia, país com uma população que ronda os dez milhões de habitantes, recebeu 163 mil requerentes de asilo em 2015, o maior rácio per capita da Europa, no acolhimento de refugiados.

Em poucos meses, o Governo de Estocolmo teve, no entanto, que recuar nas políticas de acolhimento, e o primeiro-ministro sueco, Stefan Löfven, admitiu que o país não estava a conseguir lidar com tal fluxo migratório.

Apesar do endurecimento das leis migratórias e do reforço dos controlos fronteiriços, muitos suecos sentem-se abalados por um crescente sentimento de insegurança, alimentado por relatos de violência de gangues em bairros normalmente associados com a população imigrante, e com uma elevada taxa de desemprego.

 O cenário tem sido fértil para a agenda anti-imigração do DS, que, durante a campanha eleitoral, também anunciou a intenção de apresentar um pedido no parlamento para que a permanência sueca na União Europeia (UE) vá a referendo.

Na sexta-feira, o partido divulgou que o líder tinha sido ameaçado de morte.

Com Lusa

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