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"A comunidade internacional tem que reagir", diz Asselborn
Mundo 3 min. 25.08.2021 Do nosso arquivo online
Afeganistão

"A comunidade internacional tem que reagir", diz Asselborn

Afeganistão

"A comunidade internacional tem que reagir", diz Asselborn

Foto: Anouk Antony
Mundo 3 min. 25.08.2021 Do nosso arquivo online
Afeganistão

"A comunidade internacional tem que reagir", diz Asselborn

Redação
Redação
Há notícia de execuções sumárias, mulheres proibidas de trabalhar e raparigas impedidas de ir à escola, de acordo com os relatos da Alta- Comissária para os Direitos Humanos da ONU sobre o que se passa no Afeganistão.

Os nove cidadãos com ligações ao Grão-Ducado, retirados do Afeganistão na últimas horas, chegaram esta manhã à Europa.“Sete pessoas aterraram esta manhã no aeroporto militar de Melsbroeck, na Bélgica. Um outro cidadão aterrou na França e outro nos Países Baixos”. Foi o que revelou esta tarde o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean Asselborn, em conferência de imprensa.

As três pontes aéreas foram asseguradas por esses países, a quem o chefe da diplomacia luxemburguesa agradece. Autocarros foram fretados para transferir essas pessoas para o Luxemburgo, onde vão ser encaminhadas para a Direção da Imigração.

"O problema não é ter aviões  lá, mas sim garantir o acesso ao aeroporto que é muito complicad0. Tivemos a cooperação internacional e a ajuda de uma equipa dos Médicos sem Fronteiras. Foi muito complicado, mas com a ajuda dos belgas conseguimos na noite de segunda-feira para terça -feira", acrescentou o governante numa conferência de imprensa realizada ao início da tarde. Mas o autocarro em que seguiam esteve parado durante três horas. Houve a boa notícia  que eles partiram de Islamabad onde tinham aterrado ontem à noite. "Sem a ajuda dos belgas e holandeses não teria sido possível", acrescentou o governante 

Quanto à posição do Luxemburgo face ao que se passa no Afeganistão. o ministro recordou que a decisão de ter uma presença no país foi decidida em 2001. "Tomámos uma decisão, por unanimidade, no Conselho de Segurança da ONU" fazer uma intervenção "para estabilizar o país. "A situação era pior que na Idade Média, as raparigas e as mulheres tinham direitos como os dos animais", sublinhou. A intervenção foi decidida para combater o terrorismo. Asselborn recordou que "cerca de 4 mil soldados perderam a vida no Afeganistão. "Muitos outros países europeus perderam soldados. Temos que dar a possibilidade aos afegãos de combater o terrorismo. Ajudamos a formar o exército afegão e também demos ajuda humanitária, já que cerca de metade da população precisa dela para ter comida e água potável.  Somos solidários". Em 2014 foi aprovada uma Constituição muito moderna no país, acrescentou o governante. 

"Tínhamos todos os elementos para pensar que tinhamos estabilizado o país", afirmou. "Tivemos outros locais onde não foi fácil, no Afeganistão não foi possível cooperar de forma intensa com a sociedade civil e  para conseguir uma independência económica", sublinhou 

A questão que se deve colocar "é se este modelo pode ser aplicada em países com culturas diferentes". "Mas imaginemos que aceitávamos que a situação das raparigas e mulheres" que são tratadas "ao nível da idade média?". 

Mas conseguimos prolongar a esperança média de vida no Afeganistão em cerca de vinte anos

"Comunidade internacional tem que fazer alguma coisa para que a situação não volte ao que era"

Estamos perante um problema, e os representantes da "política internacional da União Europeia devem fazer alguma coisa para que a situação não volte ao que era.  A comunidade internacional tem que reagir", apelou.

"Os G7 tentaram convencer os norte-americanos a continuar mais tempo no país. Temos que supor que irão manter a sua decisão de sair em 31 de agosto", afirma.  

Mas "se queremos estabilizar o país é melhor cooperar e no quadro do G20 fazer tudo para que os Direitos Humanos não sejam desrespeitados".

Por último, "para todas as pessoas que vão pedir asilo no Luxemburgo". Desde de 2015 que "não reenviamos ninguém" de volta que chegue do Afeganistão, Síria e Iraque. "Os afegãos que queiram viver no Luxemburgo podem fazê-lo mas devem encontrar uma emprego", sublinhou. Neste momento temos a sensibilidade para encontrar a boa solução para os afegãos que estão entre nós.



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