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Zona única inquieta taxistas
Luxemburgo 2 min. 21.03.2018 Do nosso arquivo online

Zona única inquieta taxistas

Zona única inquieta taxistas

Foto: Gerry Huberty
Luxemburgo 2 min. 21.03.2018 Do nosso arquivo online

Zona única inquieta taxistas

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
A proposta foi feita pelo ministro François Bausch, durante a recente apresentação do primeiro balanço da aplicação da lei de setembro de 2016.

A passagem das seis grandes zonas regionais dos táxis para apenas uma grande zona nacional parece ser agora o maior diferendo entre os taxistas e o ministro do Desenvolvimento Sustentável e Infraestruturas. A proposta foi feita pelo ministro François Bausch, durante a recente apresentação do primeiro balanço da aplicação da lei de setembro de 2016. Objetivo? Equilibrar a oferta-procura e acabar, por exemplo, com a proibição do regresso do táxi para a sua zona com clientes provenientes de outras zonas.

Mas a medida não agrada os taxistas, por causa da competição desenfreada que poderá causar sobretudo nos locais de maior movimento como, aliás, já acontece no aeroporto do Findel.

“Há zonas de táxis na cidade do Luxemburgo que estão vazias porque os táxis estão todos no aeroporto. Aquela fila não tem limite? Acho que a melhor solução era criar táxis com números pares e táxis com números impares. Como acontece nalguns países, isso permite que ora sejam os pares, ora os ímpares a tomar lugar”, disse ao Contacto Nuno Maia, dos Táxis Maia, de Schifflange.

Nos últimos quatro anos, o aeroporto do Findel registou um aumento de 2,2 milhões de passageiros para os 3,6 milhões. Se a proposta do ministro for incluída no novo projeto de lei que deverá dar entrada na Câmara dos Deputados antes do verão, o número de táxis deverá então aumentar ainda mais no aeroporto, prejudicando os pequenos proprietários. “Para não fechar, vou ter de fazer 12 horas por dia para fazer face às despesas”, queixou-se outro patrão de uma pequena empresa de táxis aos microfones da RTL.

Entre outras propostas apresentadas pelo ministro da tutela, e que deverão ser novamente discutidas com os representantes do setor, estão a possibilidade de pagamentos com cartão bancário em todos os táxis, o recibo eletrónico, o ”axi-sharing” ou reforço dos poderes de fiscalização e sanção.

Foto: Anouk Antony

Confrontado pelo Contacto sobre o balanço e as propostas de François Bausch, a federação dos taxistas do Luxemburgo prefere emitir uma opinião para breve, depois das eleições internas. “Tivemos recentemente uma reunião com o ministro, onde ele apresentou o que disse a toda gente. Vamos ter reunião extraordinária com eleições esta quarta-feira, vamos recompor o novo comité, vamos ouvir a opinião dos membros e depois disso decidiremos se vamos fazer uma comunicação à imprensa ou se vamos esperar pela próxima reunião com o ministro, agendada para meados de abril”, disse ao Contacto o secretário-geral da federação, Tito Cerveira.

A entrada da nova lei em 2016, marcou, por exemplo, o fim dos táxis sem licença, a liberalização dos preços, a criação de seis zonas regionais e a atribuição de novas licenças apenas a táxis de emissão zero.

De acordo com este primeiro balanço, o serviço de apoio ao cliente registou 273 queixas em 2017: 70% sobre trajetos mais longos e 30% sobre o comportamento dos taxistas. A segunda fase da reforma da lei dos táxis deverá entrar em vigor depois das eleições legislativas de outubro.


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