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Xavier Bettel. “Se o Parlamento Europeu decidiu punir a Sra. Semedo é porque algo se passou”
Luxemburgo 2 min. 22.01.2021

Xavier Bettel. “Se o Parlamento Europeu decidiu punir a Sra. Semedo é porque algo se passou”

Xavier Bettel. “Se o Parlamento Europeu decidiu punir a Sra. Semedo é porque algo se passou”

Foto: Gerry Huberty/Luxemburger Wort
Luxemburgo 2 min. 22.01.2021

Xavier Bettel. “Se o Parlamento Europeu decidiu punir a Sra. Semedo é porque algo se passou”

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
O primeiro-ministro condena o “assédio moral”, reconhece que o caso "é sério" mas diz desconhecer ainda o dossier sobre a suspensão de Mónica Semedo, eurodeputada do DP.

“O assédio moral é condenável. Não é um delito banal”, declarou Xavier Bettel quando questionado na conferência de imprensa desta tarde sobre a suspensão aplicada à eurodeputada Mónica Semedo. A eurodeputada luxemburguesa de origem cabo-verdiana foi punida com uma suspensão de 15 dias pelo Parlamento Europeu (PE) em consequência de uma queixa de “assédio psicológico" no trabalho (mobbing) feita por três ex-assessores seus.

O primeiro-ministro explicou esta tarde que não pode comentar a suspensão pois não conhece o relatório do Parlamento Europeu sobre o caso. “Ainda não li o dossier por isso não me posso ainda pronunciar”, declarou Xavier Bettel.

“Se o Parlamento Europeu tomou a decisão de punir a Sra. Semedo, então é porque algo se passou”, afirmou o primeiro-ministro sublinhando que o presidente do Parlamento Europeu, “o sr. Sassoli não tomaria tal decisão se nada tivesse acontecido”. “Não há fumo sem fogo”, disse Bettel.

O primeiro-ministro contou que já falou com a eurodeputada, de 36 anos, depois de conhecida a suspensão. “Falei com ela, perguntei-lhe como estava. É uma pessoa que conheço bem e queria saber como estava”, disse o primeiro-ministro, realçando ter declarado a Mónica Semedo que “condenava” o assédio psicológico e que tal comportamento “não era aceitável”.


Vídeo. Desculpas de Monica Semedo não convencem Mulheres Socialistas
Veja o vídeo da suspensão da eurodeputada anunciada em plenário do Parlamento Europeu.

Eurodeputada "apresentou desculpas"

“Numa carta Mónica Semedo tinha admitido que “no início tinha tido dificuldade, conflitos com assessores seus”, lembrou o governante voltando a repetir não se poder pronunciar ainda sem primeiro “ler o dossier”.

“Eu em meu nome e do meu partido condenamos firmemente o mobbing”, frisou mais uma vez o chefe de Estado.

“A sra. Semedo já apresentou desculpas pelo sucedido” e o Presidente do PE “aceitou”, pelo que o caso está a seguir um “bom caminho”.

Decisão para mais tarde

Sobre as consequências desta punição do Parlamento Europeu à eurodeputada do Partido Democrático o governante disse que ainda não é altura para tomar decisões.

“Tem de haver serenidade, tem de haver distanciamento”, referiu o governante. “Há que analisar o caso e são precisos alguns dias para se tomar uma decisão, para se discutir e tomar uma boa decisão”, vincou Xavier Bettel clarificando que ele próprio e o seu partido, o Partido Democrático respeitam a punição decidida pelo Parlamento Europeu à eurodeputada.


Moncia Semedo.
Monica Semedo. Eurodeputada do Luxemburgo suspensa por assédio moral
Suspensão é válida por 15 dias.

Mónica Semedo foi punida com 15 dias de suspensão, o que significa que durante esse período está impedida de participar nas atividades parlamentares e não receberá as ajudas de custo diárias. Contudo, mantém o seu direito de voto no Parlamento Europeu.

Relatório de 100 páginas

De acordo com o site Político, a decisão anunciada na segunda-feira, dia 18, foi tomada com base na apreciação de um relatório de 100 páginas com a queixa dos três assessores. Fonte do gabinete de Sassoli contou ao Político que a comissão encarregue do caso “recolheu provas das alegadas vítimas, ouviu testemunhas e especialistas”. A comissão documentou alegações de “inúmeros crimes, insultos, tratamento agressivo, intimidação e ataques em público” realizados pela eurodeputada contra os seus três ex-assessores. “O relatório é muito sério”, declara a fonte ao site Político.

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