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Xavier Bettel: "Prefiro uma Europa a duas velocidades do que em ponto morto"
Xavier Bettel

Xavier Bettel: "Prefiro uma Europa a duas velocidades do que em ponto morto"

Foto: Pierre Matgé
Xavier Bettel
Luxemburgo 23.03.2017

Xavier Bettel: "Prefiro uma Europa a duas velocidades do que em ponto morto"

A dois dias da celebração dos 60 anos do Tratado de Roma, fundador da União Europeia, o primeiro-ministro Xavier Bettel defendeu em entrevista à Euronews que a Europa "não pode ficar refém" dos que não querem avançar, sendo preferível "uma Europa a duas velocidades do que em ponto morto".

A dois dias da celebração dos 60 anos do Tratado de Roma, fundador da União Europeia, o primeiro-ministro Xavier Bettel defendeu em entrevista à Euronews que a Europa "não pode ficar refém" dos que não querem avançar, sendo preferível "uma Europa a duas velocidades do que em ponto morto".

“Não é por um país dizer 'não me apetece' que os outros não avançam. Temos de avançar por dossiers: Com [o espaço] Schengen, começámos com alguns países, depois fomos crescendo país a país. Fizemos isso com outras coisas, com o euro, por exemplo. Há países reticentes em relação a um ou outro projeto…. Eu não tenho vontade de ver uma Europa em ponto morto e não serei refém de uns e outros por questões de política interna. [...] Será uma Europa a duas velocidades, projeto a projeto, onde avançamos em vez de ficarmos em ponto morto", disse Xavier Bettel.

A pensar na cerimónia de sábado, com 27 países e não com a habitual União Europeia a 28, o primeiro-ministro luxemburguês lamenta a saída do Reino Unido.

"Não me deixarei bloquear a 27 só porque há um país que decide não querer avançar. Isso não é a União Europeia, não somos reféns uns dos outros, avançamos juntos. O meu projeto é continuar a 27. Teria preferido a 28 - respeito mas lamento - mas amanhã seremos 27 e o objetivo principal é continuar a 27. Digo outra vez que prefiro uma Europa a duas velocidades do que uma Europa em ponto morto”.

Em jeito de balanço, Xavier Bettel resume as seis décadas do tratado de Roma a anos de "paz" e "liberdade".

“Roma não é um momento de negociações, é um momento em que, desde há 60 anos, vivemos em paz. Faz 60 anos que tenho liberdades, que tenho direitos, que vivo num espaço onde posso ir trabalhar, posso casar-me, morrer, estudar, posso tratar-me, ser defendido, posso ser eleito, posso votar... é de tudo isso que nos devemos lembrar”, concluiu.

Henrique de Burgo, com agências


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