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Xavier Bettel, Corinne Cahen e Charles Goerens sabiam do caso Monica Semedo há mais de um ano
Luxemburgo 16.02.2021

Xavier Bettel, Corinne Cahen e Charles Goerens sabiam do caso Monica Semedo há mais de um ano

Xavier Bettel, Corinne Cahen e Charles Goerens sabiam do caso Monica Semedo há mais de um ano

Luxemburgo 16.02.2021

Xavier Bettel, Corinne Cahen e Charles Goerens sabiam do caso Monica Semedo há mais de um ano

Susy MARTINS
Susy MARTINS
"Eu não sou vítima, fiz erros e assumo". É desta forma que a eurodeputada Monica Semedo iniciou a entrevista, esta segunda-feira à RTL.

Na entrevista à televisão, a eurodeputada não revelou pormenores sobre o caso de assédio moral sobre os assistentes parlamentares, em janeiro deste ano, que levaram à suspensão de Monica Semedo no Parlamento Europeu. A eurodeputada disse que por motivos jurídicos tal não é possível. Monica Semedo frisou, no entanto, que dos nove pontos que constam no relatório de acusação, nem todos eram válidos e que a própria conseguiu prová-lo.

Quando ao Partido Democrático (DP), pelo qual foi eleita deputada europeia,  frisou que os membros sabiam do que se estava a passar desde o início. As acusações de assédio moral remontam ao mês de setembro de 2019 e, segundo Monica Semedo a presidente do partido, Corinne Cahen, foi informada no mês de dezembro desse mesmo ano, Semedo estava a encontrar problemas com os três assistentes parlamentares. Também o seu colega no Parlamento Europeu, Charles Goerens sabia do que se estava a passar, mas segundo Semedo não a soube ajudar. 

Mais tarde, março de 2020, Monica Semedo disse ter informado o primeiro-ministro, Xavier Bettel, que os assistentes parlamentares depositaram uma queixa contra ela por assédio moral. Na entrevista a eurodeputada luxemburguesa afirmou, na altura, ninguém conseguiu ajudar ou aconselhar. 


Monica Semedo. "Não pretendo, de forma alguma, renunciar ao meu mandato"
Numa altura em que volta da suspensão de duas semanas do Parlamento Europeu, após acusações de assédio moral, a eurodeputada assume erros, aponta o dedo ao ex-partido DP, garante que tem muito trabalho pela frente.

A falta de apoio terá piorado quando o caso veio a público. Depois de um apoio inicial do partido, Monica Semedo afirmou que de um dia para o outro viu-se sozinha a gerir o caso. Situação que culminou com a saída do DP a 27 de janeiro deste ano.

Na conversa com a RTL a eurodeputada lamentou várias vezes os acontecimentos, frisando que "quando se erra, não se consegue sempre voltar atrás, podendo-se somente aprender com os erros cometidos". Semedo voltou a reiterar que não tenciona abdicar do mandato de deputada europeia, sublinhando que quer continuar a debater as suas prioridades no Parlamento Europeu. Desta vez, como independente.

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A decisão surge após o caso de assédio moral a três membros da sua equipa no cargo de eurodeputada.