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Voto dos estrangeiros nas legislativas : Personalidades da cultura do Luxemburgo defendem “sim” no referendo
Luxemburgo 29.04.2015

Voto dos estrangeiros nas legislativas : Personalidades da cultura do Luxemburgo defendem “sim” no referendo

O actor e antigo director da Abadia Neimënter, Claude Frisoni, é um dos subscritores do manifesto

Voto dos estrangeiros nas legislativas : Personalidades da cultura do Luxemburgo defendem “sim” no referendo

O actor e antigo director da Abadia Neimënter, Claude Frisoni, é um dos subscritores do manifesto
Foto: Marc Wilwert
Luxemburgo 29.04.2015

Voto dos estrangeiros nas legislativas : Personalidades da cultura do Luxemburgo defendem “sim” no referendo

Uma lista de 43 personalidades da cultura luxemburguesa subscreveram um apelo ao “sim” na questão do alargamento do direito de voto aos estrangeiros nas eleições legislativas, que vai ser referendada numa consulta popular de 7 de Junho.

Uma lista de 43 personalidades da cultura luxemburguesa subscreveram um apelo ao “sim” na questão do alargamento do direito de voto aos estrangeiros nas eleições legislativas, que vai ser referendada numa consulta popular de 7 de Junho.

“Achamos que é importante atribuir o direito de voto aos residentes nas eleições legislativas. Esse novo direito não retira nada aos cidadãos de nacionalidade

luxemburguesa. Atribuir esse direito aos residentes não-nacionais contribuirá para valorizar a imagem positiva do país, que será visto como um país inovador particularmente em matéria de cidadania”, defendem os subs-critores num comunicado conjunto.

Entre as 43 personalidades que assinaram o documento, contam-se os actores Claude Frisoni, Marja-Leena Junker, Marc Limpach, Carole Lorang, os escritores Guy Rewenig, Jean Portante e Lambert Schlechter.

Os músicos Serge Tonnar e Pascal Schumacher, e ainda o produtor Paul Thiltges são outros dos artistas luxemburgueses que defendem o “sim” ao voto dos estrangeiros nas legislativas.

Os subscritores do apelo “Cultura, cidadania e fraternidade” defendem ainda que o conceito de “cidadania” não implica necessariamente “nacionalidade”, reclamando a plena cidadania para os estrangeiros.

“A ideia de que a igualdade de direito é tributária da nacionalidade é contrária aos princípios democráticos e a uma interpretação generosa dos direitos fundamentais”, dizem os agentes culturais do Luxemburgo, que relembram o papel activo dos estrangeiros em vários domínios.

“No Luxemburgo, um grande número de habitantes não tem a nacionalidade luxemburguesa, mas pagam impostos, criam os seus filhos, participam na vida cultural, nas eleições comunais ou europeias, respeitam as leis do país e já estão instalados no país há algum tempo”.

No entanto, concluem os signatários do documento, os estrangeiros “não podem participar nas eleições nacionais que determinam as leis do nosso país”.

Segundo os 43 artistas, este cenário “desigual” pode criar “riscos de fracturas” numa sociedade dividida entre “uma parte de habitantes que podem escolher o seu destino político, e outra parte condenada a aceitar a escolha dos outros, apesar do seu contributo produtivo e social”.

Por fim o manifesto recorda que a cultura do Grão-ducado foi construída por diferentes vagas migratórias, e este é mais um dos argumentos para a vitória do “sim”.


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